Cooperativa tem convênio
encerrado pela Prefeitura de Rio Pardo
A Cooperativa de catadores
de materiais recicláveis de Rio pardo- Cocamarp, que conta hoje com 15 pessoas,
na sua maioria mulheres está com sua fonte de sustento em risco, pois o
convênio que era mantido com a Prefeitura Municipal foi finalizado no final do
mês de maio.
Os recursos ajudavam no
custo operacional da Coleta Seletiva Solidária, serviço prestado pela
cooperativa em parceria com a comunidade em quatro bairros da cidade. Desde março
de 2013, época em que foi assinado o convênio, os valores iniciais eram de R$
16.502.00, sendo que apenas R$ 6.600,00 era repassado para a cooperativa, o
restante segundo o Sr. Jorge Campos, cargo de confiança, que se apresenta como Coordenador
da Coleta Seletiva por parte da Secretaria do Meio Ambiente de Rio Pardo era
para manter o motorista cedido pelo município.
O convênio que já não cobria
a totalidade dos custos operacionais e nem valorizava adequadamente as trabalhadoras
(es) da Cocamarp, em dezembro do ano passado teve uma diminuição do repasse
para a cooperativa, ficando em R$ 3.000,00 mensais. Segundo a Administração
Municipal, por motivos de crise financeira da Prefeitura, e que em breve no
final do convênio seria renegociado um valor mais justo para as catadoras (es).
Muitas tratativas foram
realizadas neste período, entre reuniões com Secretaria do Meio Ambiente,
reunião com o Prefeito na época da redução do convênio, audiência pública,
reunião com Câmara de Vereadores, Promotoria Pública e até agora nenhuma
solução foi alcançada.
Setores da sociedade se
mobilizaram e constituíram o Fórum de Ação pela Coleta Seletiva Solidária de
Rio Pardo, e tem realizado o debate e encaminhado ações, como palestras em escolas,
entre outros, para refletir sobre o modelo de gestão dos resíduos praticado em
Rio Pardo.
“Achamos uma injustiça o que
esta acontecendo com a gente, queremos melhorar nosso trabalho, aumentar a
coleta em todo o município e incluir mais catadores na cooperativa, mas pra
isso precisamos ser reconhecidos”, comenta a catadora histórica Nildete Pereira
dos Santos.
Atualmente a Prefeitura
Municipal de Rio Pardo paga cerca de R$ 142.000,00 mensais para a empresa
Conesul pelo serviço de coleta dos resíduos na cidade. Ainda não conta com o
Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos-PMGIRS, que deve
incluir prioritariamente os catadores (as) como prestadores do serviço de
acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos-PNRS.
Fonte:assessoria de
comunicação MNCR.

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