segunda-feira, 5 de maio de 2014

COLETA SELETIVA SOLIDARIA! MAIS UMA CONQUISTA DOS CATADORES DE SÃO LEOPOLDO.

A Coleta Seletiva em São Leopoldo ocorre na cidade desde 2005, e iniciou de forma compartilhada, com a participação dos catadores em Associações e Cooperativas organizadas, na coleta e triagem dos materiais. Na época com quatro Associações e Cooperativas de catadores, que um dia por semana realizavam a coleta em determinados bairros.
A  partir de 2009 a coleta foi estendida para 100 % da cidade (exceto na área rural), e passou a ser mecanizada, ocorrendo porta a porta, com caminhões tipo baú, identificados com adesivos da coleta e uma música de chamamento “jingle”. A coleta seletiva está organizada em 16 setores, abrangendo toda á área urbana e  beneficiando 65 mil economias e 214 mil moradores de todos os bairros da cidade.

A coleta é realizada utilizando-se cinco caminhões, sendo que quatro caminhões passam uma vez por semana em cada setor e na área central da cidade a coleta ocorre diariamente por uma empresa terceirizada pelo município. Os resíduos recicláveis das empresas possuem um caminhão compactador específico para a sua coleta, todos os materiais coletados são encaminhadas para sete Associações e Cooperativas conveniadas, associado a coleta seletiva, também é realizado a coleta de óleo de fritura usado. 
Hoje com 09 cooperativas e associações, mais uma conquista esta a um passo se se tornar realidade.
Entra na reta final, as negociações para que das 9 entidades de catadores, 07 assumam definitivamente o processo de coleta seletiva.
Depois de um longo período de discussões, analises e  muitas reuniões, governo e catadores chegaram a um acordo, para que a coleta seletiva possa ser feito pelas próprias cooperativas e associações.
A coleta seletiva continuará sendo feito nos dias e horários já existentes, porém num processo mais direto, feita pelos próprios catadores, assim como era no inicio, mas agora mecanizada.
As negociações foram feitas toda coletivamente, entre SESP (Secretaria de Serviços Públicos),  F.R.S.L (Fórum de Recicladores de São Leopoldo), o qual as 09 cooperativas fazem parte, e entram na reta final para mais uma conquista dos catadores em São Leopoldo, tornar-se realidade.
Para o Presidente da Cooperativa de Trabalho dos Catadores Uniciclar e Representante Do MNCR no município, Pedro Cezar Dutra dos Santos (33)," O contrato de prestação de serviço da coleta seletiva, é um grande avanço para a classe dos catadores, que esta sendo reconhecida pelo poder público, e acreditar que somos capazes de fazer este trabalho, e assim competir com grandes empresas.". Sandro Souza Marques (41), Presidente da Cooperativa de Trabalho e renda Univale "È uma conquista de todos fazer a coleta seletiva no Município, mas um pouco complicado pelas atuais estruturas das cooperativas e associações". Josué Carvalho presidente da Cooperativa de Catadores do Bairro feitoria, " para Cooperfeitoria significa uma conquista e uma oportunidade de mudar a realidade das pessoas pra buscar uma melhor qualidade de vida e o principal ter escolha de que caminho seguir".
Alex Cardoso,também integrante do MNCR"  A coleta seletiva solidária eh uma das atividades de concretização da reciclagem popular. E o primeiro passo para retirar os catadores e suas organizações da miséria, colocando-os em uma espaço de dignidade, pagando e valorizando pelo trabalho que realizamos até hoje de forma gratuita".
Procurado pela nossa equipe Cléu Fontoura (Setor de Coleta Seletiva e Aterro Sanitário) da SESP, não quis se pronunciar sobre o assunto, por determinação do Secretario Municipal de Serviços Públicos, até que os contratos sejam assinados pelas Cooperativas/Associações e a Prefeitura Municipal de São Leopoldo.
A cada dia que passa famosos aderem a campanha "Sou catador" e a coleta seletiva, valorizando ainda mais a profissão digna de respeito.
EU SOU CATADOR.
Matéria: Fábio Rodrigo Garcia de Limas.(Departamento Comunicação)
Imagens: Arquivo Uniciclar.
Video: You Tube.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Profissão: catador

Cerca de 600 mil brasileiros coletam 90% do material reciclável recuperado. Nas mãos deles estão o sucesso e o futuro da reciclagem.

Victor Moriyama
Seu João, mais conhecido como "Véio", compra e vende material reciclável na Rua 25 de Março, em São Paulo. O comércio informal dos catadores movimenta cerca de 30 toneladas de papel e alumínio por mês. Em dezembro, pode chegar a 50 toneladas.

Quando saiu do lixão Canabrava, no bairro de mesmo nome, em Salvador, em 1989, Sérgio da Silva Bispo, hoje com 50 anos, estava atraído pela possibilidade de ganhar a vida em São Paulo. Sem nenhum dinheiro no bolso, conta ele, foram longos 80 dias de viagem a pé e de carona para percorrer os dois mil quilômetros de estrada que separam as duas capitais. Ao chegar à maior cidade do país, percebeu que não seria fácil achar uma oportunidade, ainda mais sem educação formal. Naquele ano, o Brasil passava por uma grave crise econômica. Não houve jeito. Bispo, como prefere ser chamado, teve de morar na rua e encontrar sustento na mesma atividade que exercia antes: catar resíduos recicláveis do lixo para revender. "Desde os cinco anos de idade eu trabalhava no lixão com minha mãe, que também era catadora. Era a única coisa que sabia fazer", diz ele, sem esconder que preconceito e falta de educação sempre foram dificuldades a enfrentar. "Muita gente não gosta de catador. Acha feio ou perigoso, sem pensar que é um trabalhador como qualquer outro. Tenho uma rotina puxada para dar conta do tanto de lixo que essa gente joga fora", conta Bispo. Sua primeira garimpagem começa às 5h30 e, em dias mais carregados, prossegue até a 1 hora da madrugada, quando faz a última coleta em restaurantes clientes de sua cooperativa. Ele calcula que percorre 20 quilômetros por dia, distância que fazia de carroça, antes de conseguir um caminhão, financiado pela Petrobras, em agosto deste ano.


Na região central de São Paulo, adolescentes ajudam a mãe na coleta de material. O trabalho tem início por volta das 17 horas, quando as lojas começam a fechar, e se estende até cerca de meia-noite.

Bispo também é presidente da Cooper Glicério, cooperativa que reúne 33 catadores como ele, localizada sob o viaduto do Glicério, em uma das regiões mais degradadas do centro de São Paulo. "Bem no olho do furacão", como gosta de dizer. Embora essa analogia sugira uma imagem caótica, a bagunça da cooperativa é só aparente, pois o trabalho ali realizado tem uma lógica de produção para a máxima eficiência na triagem das 120 toneladas de lixo, reunidas por mês.

A organização, combinada à larga experiência de Bispo na coleta, tem sido caso de estudo de diversas empresas e vários governos. "Em 2006, fui para um evento em Porto Alegre, com alguns políticos e empresários famosos. Disseram que eu ia palestrar sobre logística e layout de produção. Não tinha a menor ideia do que estavam falando até me explicarem o que era. Para minha surpresa, fiz aquilo nos últimos 25 anos", relata.

Como Bispo, estima-se que, hoje, o país tenha cerca de 600 mil catadores, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Estudo de 2011 feito pelo Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), entidade que reúne empresas como Coca-Cola, Unilever e Gerdau, calcula que 90% dos resíduos recuperados passam pelas mãos desses milhares de brasileiros, que recolhem o material das ruas das metrópoles ou o coleta dos lixões do país. "A maior parte do trabalho de reciclagem é feita por eles. Os catadores desempenham um papel de imenso valor estratégico para a indústria, além de prestarem um importante serviço ambiental pelo qual são pouco valorizados", diz Albino Rodrigues Alvarez, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, em que coordenou um estudo sobre o assunto. Segundo Alvarez, é por ter desempenho relevante e experiência nos processos de reciclagem que eles são reconhecidos na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que entra em vigor em 2014, como importantes agentes para sua execução. "Essa inclusão é um grande ganho social da política. Por meio dela, os municípios são obrigados a criar planos de gestão de resíduos sólidos e coleta seletiva que integrem os catadores e invistam no desenvolvimento das cooperativas", explica.


Em cooperativa localizada no bairro da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, catador transporta sacos plásticos com objetos recicláveis e descarrega o papelão de sua carroça. O local é um dos principais pontos de coleta seletiva da região. Em locais como este, o material é pesado e pago na hora.

Segundo o Ipea, só 10% dos catadores pertencem a cooperativas. Seria bom que esse índice aumentasse, pois a renda média mensal de um cooperado vai de R$ 800 a R$ 1 300, valor máximo alcançado em São Paulo. Os não cooperados recebem, em média, R$ 570. As cooperativas, em que todos trabalham e dividem os lucros, organizam os processos de coleta e triagem dos recicláveis em diferentes cadeias e profissionalizam a atuação dos catadores, facilitando a contratação por empresas e a venda de materiais a preços competitivos. "Nesse sistema, há uma verticalização de trabalho, com a criação de unidades produtivas, como coleta, triagem, criação de estoque e venda. Isso torna mais fácil ganhar escala para venda, sem a presença de tantos intermediários entre o catador e a indústria da reciclagem", esclarece Mário Aquino, professor de administração e orientador de projetos da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Fundação Getúlio Vargas (FGV), de São Paulo.

No Brasil, segundo a Cempre, em 2012, o faturamento do mercado de triagem e coleta de recicláveis girou em torno de R$ 712,3 milhões, mas só R$ 56,4 milhões (8% do total) ficaram com as cooperativas; o restante concentrou-se nas mãos dos atacadistas. Uma forma de distribuir melhor esses recursos está sendo colocada em prática na cidade de São Paulo, em que algumas cooperativas, por não ter espaço para verticalizar ou incorporar outras cadeias ao processo, começaram a se organizar em redes. É o caso da Cooper Glicério, de Bispo. "Além de criar uma capilaridade territorial na coleta seletiva, permite compartilhamento mais eficiente da tecnologia operacional, como prensas e esteiras de triagem, e da tecnologia social, como a organização do modelo de uma cooperativa melhor estruturada, que se torna um polo difusor", diz Aquino, da FGV.

Dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostram que 31,9% do lixo recolhido no Brasil, a chamada fração seca dos resíduos sólidos, corresponde a 18 milhões de toneladas, entre plástico (13,5%), papéis (13,1%), metais (2,9%) e vidro (2,4%). Ao cotejar esses dados com os da Cempre e do Ipea, estima-se que apenas 27% dessa fração seca esteja, de fato, sendo reciclada - o restante se perde em aterros e lixões. O que se deixa de ganhar é considerável. Em 2010, um estudo revelou que o Brasil jogava fora cerca de R$ 8 bilhões, por não reciclar o que poderia ser reaproveitado. "Hoje, esse valor deve ser de R$ 10 bilhões", conta Albino Alvarez, do Ipea, que coordenou o levantamento. Se estiver certo, significa que a indústria brasileira de reciclagem, da coleta ao processamento, perde um potencial suficiente para dobrar de tamanho. Ou seja, o desperdício é gigantesco.


Anéis de latas de cerveja ou refrigerante são isolados durante o processo de reciclagem do alumínio. O mesmo ocorre com bitucas de cigarro, entre outros resíduos que possam ter sido colocados no interior das latinhas.

O fato é que a indústria brasileira da reciclagem de resíduos sólidos anda a passos de tartaruga desde 2009. O único setor que se destaca é o da reciclagem de latinhas de alumínio (veja na tabela acima, à direita, o total reciclado de cada setor). Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal), 473 mil toneladas do material foram recicladas em 2011. É um número impressionante, já que, naquele ano, a produção de alumínio primário no Brasil foi de 1 440 toneladas - ou seja, a quantidade de alumínio reciclado é quase 330 vezes maior que a de material virgem. O alumínio está presente em vários setores da economia, como nos transportes, na construção civil, em bens de consumo, na geração de eletricidade, além de maquinários e equipamentos. Mas nada supera seu uso na produção de latinhas para envazar bebidas. Cerca de 30% do alumínio utilizado no Brasil tem essa finalidade, e quase todas as latinhas produzidas depois são recicladas. Em 2011, por exemplo, segundo dados da Abal, 98,3% das 19,8 bilhões latinhas coletadas no país foram reaproveitadas (leia a tabela, no final deste texto: O bom exemplo das latinhas).

Um dos motivos que justificam esse êxito é o fato de o alumínio ser o material mais caro na revenda para reciclagem pós-consumo: 1 quilo (ou 74 latinhas) vale de R$ 2,50 a R$ 3. Em 2012, a atividade movimentou cerca de R$ 1,3 bilhão - R$ 382 milhões foram investidos para aprimorar o sistema de coleta. Entre outros benefícios, o uso de latinhas recicladas gera uma economia considerável de energia para o país: cerca de 2 922 GWh/ano, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas). Ou 1% da energia total produzida, o suficiente para iluminar uma cidade do tamanho de Campinas (SP), com 1,2 milhão de habitantes.

Do descarte, vazia, ao retorno, cheia, à prateleira, à espera do consumidor, a latinha percorre até dez etapas diferentes. Primeiro, ela passa pela coleta e triagem nas cooperativas. Depois, é encaminhada às empresas atacadistas. A seguir, é prensada em grandes fardos, como são chamados os pacotes com até 60 quilos cada um, vendidos à indústria de reciclagem. A próxima etapa é a fundição, em que o material é derretido em fornos com temperaturas acima de 660 graus Celsius - ponto de fusão do alumínio. Dali vai ao lingotamento, em que o material é colocado na forma de pesadas tiras, o que é apropriado para o processo de deformação, que o transforma em novas lâminas de alumínio. Nas bobinas industriais, essa lâmina ganha o formato de lata e é vendida à indústria de bebidas. Nas fábricas de suco, refrigerante ou cerveja, a lata reciclada ainda passa por um processo chamado de "enchimento", no qual uma máquina injeta ar com alta pressão para que ela se expanda e ganhe a forma tradicional que conhecemos. Por fim, coloca-se a bebida, e a lata é selada e distribuída aos pontos de venda no varejo. Depois de descartada, em pouco tempo, voltará ao circuito. A demanda é tão alta e o processo de reciclagem tão bem estruturado, que o ciclo completo de reciclagem de uma latinha passou de 45 dias, na década de 1990, para os atuais 30 dias.

São Paulo, a maior metrópole do país, tem 22 cooperativas que trabalham na coleta seletiva e são conveniadas à prefeitura. Elas atendem a 75 dos 92 distritos da cidade, atingindo 42% dos domicílios paulistanos. Mesmo assim, só 1,9% das 18 mil toneladas de lixo geradas por dia é reciclado. Espera-se um grande salto nesse índice para 2014, quando São Paulo terá duas megacentrais de triagem de recicláveis, cada uma delas com capacidade para 250 toneladas de material a cada 24 horas. "Hoje, só atingimos 249 toneladas por dia. Com as novas centrais, chegaremos a 10% de todo o lixo gerado na cidade", conta Pablo de Oliveira, gestor ambiental do departamento de limpeza urbana da prefeitura. "Além disso, é preciso modernizar as cooperativas já existentes com novos sistemas de triagem, equipados com esteiras elevadas de maior capacidade e sensores ópticos de barreira para a separação dos materiais", diz ele, ressaltando que busca a aprovação de uma linha de crédito de R$ 108 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A longo prazo, a meta é audaciosa: reciclar 84% de todo o lixo paulistano até 2032. Não é impossível alcançar esse índice se tudo correr como planejado. A atual gestão da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) prevê dobrar para 140 os ecopontos, centros de entrega voluntária de entulho das construções para reciclagem, além de implantar programas de aproveitamento do lixo orgânico. Um piloto de compostagem (método de reciclagem para produção de adubo) caseira será testado em 2 mil casas até o fim do primeiro semestre de 2014. Espera-se também estender um bem-sucedido projeto de uma feira livre no bairro de São Mateus, zona leste de São Paulo, que produz adubo com base nos resíduos deixados pelos feirantes.

Pensar em reciclar 100% do lixo de uma metrópole pode parecer impossível, mas esse é o objetivo para 2020 da cidade de San Francisco, na Califórnia, Estados Unidos. A meta não parece inalcançável, já que, no momento, cerca de 83% dos resíduos sólidos são reaproveitados. Há 11 anos, o projeto San Francisco Zero Waste tem mostrado que o caminho para envolver a população está na criação de incentivos financeiros. "As pessoas sabem que é importante reciclar. Temos coleta seletiva há mais de 20 anos que atende a todos os domicílios da metrópole. Mas só quando passamos a obrigar a compostagem caseira e a oferecer descontos de até 30% no imposto cobrado pela coleta de quem separa o lixo de forma correta e a multar quem não o faz é que os números melhoraram", diz Kevin Drew, coordenador do programa no departamento de meio ambiente da cidade americana. Ele acredita que essa prática também pode funcionar nas metrópoles brasileiras, uma vez que a Política Nacional de Resíduos Sólidos baseia-se no princípio "poluidor-pagador e protetor-recebedor". "O Brasil tem uma grande vantagem: os catadores. Se a experiência deles for aproveitada e mais bem remunerada pelo importantíssimo serviço ambiental que prestam, cidades como São Paulo podem reciclar 100% da fração seca do lixo até antes de nós", diz.


Pilhas de compensado, resultado do processo de prensagem das latinhas, ficam estocadas em empresa localizada na zona sul de São Paulo. Todos os dias, são retiradas e enviadas a outro local, onde é feita a fundição do alumínio.

O BOM EXEMPLO DAS LATINHAS
O processo de reciclagem de embalagens de alumínio (à esquerda) está tão bem difundido e organizado que uma lata de cerveja ou refrigerante, após ser descartada, em 30 dias retorna à gôndola do supermercado. Em 1990, levava cerca de 45 dias.

 

Histórico do Programa da Coleta Seletiva: Município de São Leopoldo.

A Coleta Seletiva em São Leopoldo ocorre na cidadedesde 2005, e iniciou de formacompartilhada, com a participação dos catadores em Associações e Cooperativas organizadas, na coleta e triagem dos materiais. Na época com qua
tro Associações e Cooperativas de catadores, que um dia por semana realizavam a coleta em determinados bairros.
A  partir de 2009 a coleta foi estendida para 100 % da cidade (exceto na área rural), e passou a ser mecanizada, ocorrendo porta a porta, c om caminhões tipo baú, identificados com adesivos da coleta e uma música de chamamento “jingle”. A coleta seletiva está organizadaem 16 setores, abrangendo toda á área urbana e  bene ficiando 65 mil economias e 214 mil de todos os bairros da cidade.
A coleta é realizada utilizando-se cinco caminhões, sendo que quatro caminhões passam uma vez por semana em cada setor e na área central da cidade a coleta ocorre diariamente. Os resíduos recicláveis das empresas possuem um caminhão compactador específico para a sua coleta, todos os materiais coletados são encaminhadas para sete Associações e Cooperativas conveniadas, associado a coleta seletiva, também é realizado a coleta de óleo de fritura usado.
A população é orientada a separar o óleo usado, encaminhando-o para o caminhão da coleta seletiva, que possui um tambor onde este resíduo é acondicionado e assim enviado para o “Mundo mais Limpo”, uma Associação de mulheres que transforma este material em produtos de limpeza.
A coleta dos resíduos orgânicos possui 13 setores, contemplando todo o município, desta
forma, o caminhão que realiza a coleta passa três vezes por semana em cada setor e no centro todos os dias, levando os resíduos coletados para a
Unidade de Triagem de Resíduos, junto ao Aterro Sanitário Municipal.
A responsabilidade da Cooperativa dos Catadores do Vale do Rio dos Sinos – Cooperesíduos, é realizar a triagem, prensar e comercializar os materiais
recicláveis oriundos da coleta domiciliar, diminuindo o volume de material que seria destinado ao Aterro Sanitário. Atualmente esta Cooperativa beneficia aproximadamente 120famílias, realizando a triagem de aproximadamente 10 toneladas diárias de materiais recicláveis, e o rejeito da triagem é destinado par
a o Aterro Sanitário.

Alunos de São Leopoldo priorizam questões em prol do meio ambiente.

Pequenos colocaram em pauta os três erres dentro da disciplina de Ciências - reduzir, reutilizar e reciclar - CRÉDITO: LEONARDO STAHNKE/DIVULGAÇÃO/JC
Os alunos do 6º ano do Colégio Sinodal de São Leopoldo exploraram a criatividade para falar sobre os três erres do meio ambiente recentemente – reduzir, reutilizar e reciclar. Com o apoio do professor de Ciências Leonardo Stahnke, e de Artes Andrea Maciel, a turma 63 fez a reutilização de materiais a partir da sucata, a 62 produziu cartazes para explicar como funciona a coleta seletiva nos domicílios e a turma 61 foi a responsável por reciclar papel.
A ideia de trabalhar os três erres foi baseada no consumo consciente. O desperdício de produtos e alimentos e o descarte inadequado de resíduos sólidos são os grandes causadores de danos ambientais no planeta, como explica o professor Leonardo. “Destruímos montanhas em busca de minérios e metais, perfuramos o fundo do mar para utilizar o petróleo, dos rios retiramos a areia para a produção do vidro, e desmatamos florestas para a produção do papel. Todos esses produtos, muitas vezes originados de recursos naturais não renováveis, não são sequer descartados adequadamente e potencializam os alagamentos, além de poluir o solo, a água e o ar”, alerta. Os trabalhos estão expostos durante a semana nos espaços coletivos da escola, de modo a alertar os demais integrantes da comunidade escolar sobre o papel de cada cidadão para a sustentabilidade planetária.
Fonte:Jornal Cidades

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

RECICLAGEM POPULAR.

 FOTO: MNCR/RS

A reciclagem é o termo geralmente utilizado para designar o reaproveitamento de materiais beneficiados como matéria-prima para um novo produto. Muitos materiais podem ser reciclados e os exemplos mais comuns são o papel, o vidro, o metal e o plástico. As maiores vantagens da reciclagem são a minimização da utilização de fontes naturais, muitas vezes não renováveis; e a minimização da quantidade de resíduos que necessita de tratamento final, como aterramento, ou incineração.
O conceito de reciclagem serve apenas para os materiais que podem voltar ao estado original e ser transformado novamente em um produto igual em todas as suas características. O conceito de reciclagem é diferente do de reutilização.
O reaproveitamento ou reutilização consiste em transformar um determinado material já beneficiado em outro. Um exemplo claro da diferença entre os dois conceitos, é o reaproveitamento do papel.
O papel chamado de reciclado não é nada parecido com aquele que foi beneficiado pela primeira vez. Este novo papel tem cor diferente, textura diferente e gramatura diferente. Isto acontece devido a não possibilidade de retornar o material utilizado ao seu estado original e sim transformá-lo em uma massa que ao final do processo resulta em um novo material de características diferentes.
Outro exemplo é o vidro. Mesmo que seja "derretido", nunca irá ser feito um outro com as mesmas características tais como cor e dureza, pois na primeira vez em que foi feito, utilizou-se de uma mistura formulada a partir da areia.
Já uma lata de alumínio, por exemplo, pode ser derretida de volta ao estado em que estava antes de ser beneficiada e ser transformada em lata, podendo novamente voltar a ser uma lata com as mesmas características.
A palavra reciclagem ganhou destaque a partir do final da década de 1980, quando foi constatado que as fontes de petróleo e de outras matérias-primas não renováveis estavam se esgotando rapidamente, e que havia falta de espaço para a disposição de resíduos e de outros dejetos na natureza. A expressão vem do inglês recycle (re = repetir, e cycle = ciclo).
Como disposto acima sobre a diferença entre os conceitos de reciclagem e reaproveitamento,em alguns casos, não é possível reciclar indefinidamente o material. Isso acontece, por exemplo, com o papel, que tem algumas de suas propriedades físicas minimizadas a cada processo de reciclagem, devido ao inevitável encurtamento das fibras de celulose.
Em outros casos, felizmente, isso não acontece. A reciclagem do alumínio, por exemplo, não acarreta em nenhuma perda de suas propriedades físicas, e esse pode, assim, ser reciclado continuamente.
O cooperativismo social, sob o enfoque da Economia Solidária, trata da necessidade de re-inclusão social de trabalhadores que se encontram excluídos do mercado de trabalho e da sociedade. O artigo expõe o caso da Cooperativa dos Catadores de Material Reciclável de Ribeirão Preto que, em parceria com a organização Casa das Mangueiras, procura aprimorar a condição social do catador e sua inclusão na sociedade de forma justa. Utilizou-se a abordagem da pesquisa qualitativa, no método de estudo de caso único. Os resultados demonstram que a atuação das entidades, colocando em prática os princípios do cooperativismo social, possibilita melhorias reais nas condições sociais dos catadores e na própria aceitação e reconhecimento da profissão junto à sociedade.

Nos anos 70 já havia a preocupação com a preservação ambiental e foi nesse período que surgiu o conceito de reciclagem.
Nessa época teve inicio o processo industrial de reaproveitamento de diversos tipos de materiais e o que antes era destruído passou a ser reciclado ou reaproveitado.
Reciclar faz parte das atitudes sustentáveis cujo principal objetivo é a defesa e proteção do meio ambiente.
A reciclagem é a soma de varias ações que visam aproveitar detritos que teriam como destino o lixo, ou a utilização dos que foram dispensados, mas podem ser recuperados ou transformados.
A produção de lixo aumenta a cada dia. Para ter uma ideia da quantidade, basta imaginar a quantidade de lixo que gera um recém-nascido, com o uso de fraldas descartáveis e outros utensílios que são dispensados ao longo do tempo – chupetas e bicos de mamadeiras, que são feitos de borracha, ou os lenços de papel.
O fato é que milhares de toneladas de lixo são recolhidas diariamente nos hospitais, nas escolas, fábricas e residências e a tendência é aumentar mais a quantidade de lixo produzido.
A sustentabilidade passa por medidas que estimulam as formas alternativas de reciclagem, armazenagem em local autorizado para tratamento e, em último caso, a incineração.
Porém, a incineração só deve ser aplicada em casos extremos devido à poluição da atmosfera. Já a reciclagem é a solução para o lixo inorgânico.
A importância dessa atitude se traduz no reaproveitamento de papéis, vidros, plásticos e metais, o que resulta em economia e geração de emprego e renda, além da redução significativa do consumo de matéria-prima.
Ela é feita em empresas especializadas e de grande porte e possuem a infraestrutura necessária para atender a grande demanda de material que recebem diariamente.
No entanto é possível reciclar em menor escala na própria casa utilizando pouco espaço e aproveitando materiais reutilizáveis.
E esse hábito proporciona a oportunidade de criar um passatempo saudável e a consciência de preservação da natureza.
Uma forma simples de fazer a reciclagem doméstica é reaproveitar as garrafas de plástico, uma vez que é possível fazer peças decorativas e de utilidade com esse tipo de material.
Outro exemplo é o óleo de cozinha ou óleo de fritura que pode virar sabão de ótima qualidade.
E, por fim, aqueles que moram em áreas com quintal grande e, com bastante terra, poderão também enterrar boa parte do lixo orgânico, que irá se transformar em adubo natural.
FONTE: DEP. COMUNICAÇÃO UNICICLAR.  
A IMPORTÂNCIA DE RECICLAR.
 
FONTE: DEP. COMUNICAÇÃO UNICICLAR.