A partir de hoje a coleta de resíduos orgânico, no município de São Leopoldo esta suspensa por tempo indeterminado por decisão da SL Ambiental (empresa responsável pelo serviço ).
Em nota divulgada ontem no início da noite, a empresa explicou que a decisão foi motivada pelo fechamento do aterro sanitário pela prefeitura.
O secretário municipal , Charles Pierre , confirmou o fechamento do aterro , na quarta feira a tarde , porque o mesmo não tem licença de operação emitida pela Fepam.
Como o serviço é essencial para o município, a empresa não pode suspender a coleta dos resíduos.
Com isso já começa a gerar preocupação para a cooperativa de trabalho dos catadores UNICICLAR, já que a mesma empresa faz a coleta dos rejeitos oriundo da coleta seletiva, depois de triados.
A notícia esta vincula no jornal de circulação diária do município ( Jornal VS 23/10/2014).
O conselho de administração da Uniciclar esta preocupada, com a paralisação da coleta de resíduos orgânicos.
"Nosso espaço é amplo, mas não temos capacidade para armazenar os resíduos que sobram (rejeito) , depois de triados. Já estamos em alerta, pois nossa capacidade esta no limite, e a comunidade poderá largar o Lixo juntamente com a coleta seletiva. Por isso a partir de hoje, nossa atenção a coleta seletiva será redobrada, para que não venha para o galpão de triagem estes resíduos que estão deixando de ser coletados" declara Fábio Limas (31), diretor de finanças da Uniciclar.
" Estamos preocupados sim, Isso pode trazer muitos problemas para as cooperativas que fazem a coleta seletiva no município. Não teremos muito espaço para armazenar o Lixo que sobra da coleta seletiva, que não pode ser aproveitado, que fica em torno de 30% . A Uniciclar ira pedir uma reunião de emergência nos próximos dias com o secretario Charles Pierre, para podermos acomapnhar mais de perto a situação, já que também iremos ser prejudicados com esta paralisação), declara Pedro Cezar Dutra (34), Diretor presidente da Uniciclar, e membro da Coordenação Estadual do MNCR/RS.
Fonte: Dep. comunicação uniciclar.
COOPERATIVA DE TRABALHO DOS CATADORES UNICICLAR. AV:THOMAS EDSOM,3260.BAIRRO SÃO MIGUEL, .SÃO LEOPOLDO-RS.(0XX51)2160 4630 WHATSAP COLETA SELETIVA SOLIDÁRIA COOLABORADORES: 05121604630. NOSSA MISSÃO:"excelência e qualidade do nosso trabalho, satisfazendo o nosso compromisso com nossos Clientes, Amigos , Colaboradores e o Meio Ambiente".
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Resolução da Comissão Nacional do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis - MNCR
Belo Horizonte, 14 de outubro de 2014.
O Movimento Nacional dos Catadores de
Materiais Recicláveis – MNCR em seus 13 anos de organização e luta,
sempre defendeu a garantia e a ampliação dos direitos das catadoras e
catadores de materiais recicláveis. Nesse período obtivemos muitas
vitórias, tais como o reconhecimento da atividade de catador como
profissão, a criação de políticas públicas voltadas a atender as
necessidades da categoria e a aprovação de uma Política Nacional de
Resíduos Sólidos que incorpora os catadores e catadoras como agentes
participantes e ativos na sua implementação.
Passados 13 anos de luta e
organização da categoria é preciso registrar que para chegarmos a muitas
destas conquistas foi fundamental os investimentos realizados pelo
Governo Federal através de seus diversos órgãos (MDS, MCidades,
SENAES/MTE, FUNASA/MS, BNDES, MCT, CEF, BB, FBB, Petrobras, dentre
outros) nos processos de estruturação, organização e formação de
catadoras e catadores, fundamentais no avanço organizativo da categoria.
Este apoio ajudou, de forma decisiva, a consolidar milhares de postos
de trabalho para catadoras e catadores organizados em associações e
cooperativas.
Os diversos programas contribuíram
para o reconhecimento do catador de material reciclável como
profissional. Está nova condição nos tirou da invisibilidade e permitiu
que ocupássemos espaços públicos importantes para defender nossa
categoria e, principalmente, avançar na organização econômica e social
da categoria.
Desde a Carta de Brasília, que em
2001 anunciou a fundação do MNCR, reivindicávamos aos governos e a
sociedade sobre a necessidade de “Garantir nas políticas de
financiamentos e subsídios, que os recursos públicos sejam aplicados,
prioritariamente, na implantação de uma política de industrialização dos
materiais recicláveis que priorizem os projetos apresentados por
empresas sociais de Catadores de Materiais Recicláveis, garantindo-lhes
acesso e domínio sobre a cadeia da reciclagem, como estratégia de
inclusão social e geração de trabalho e renda.”.
O cenário atual, com a implementação
da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), garante ações
importantes para uma política pública estruturante da cadeia produtiva
da reciclagem popular, com a inclusão sócio econômica das catadoras e
catadores de materiais recicláveis de todo o país.
Diversos estudos mostram que a ação
das catadoras e dos catadores é responsável pelos altos índices de
reciclagem dos materiais, principalmente alumínio, papel e alguns tipos
de plásticos, contribuindo de forma decisiva na preservação do meio
ambiente. A coleta seletiva solidária, realizada por cooperativas de
catadoras e catadores enquanto serviço público, já é realidade em vários
municípios brasileiros. A sua expansão, conforme determina a PNRS,
potencializará a recuperação de maior quantidade e diversidade de
materiais recicláveis do meio ambiente. À medida que o índice brasileiro
de coleta seletiva aumentar, será preciso desenvolver, expandir e
implementar a indústria da reciclagem popular e, ao mesmo tempo,
combater a tentativa de implantação de sistemas de incineração de
resíduos, que vão contra os princípios da PNRS.
Diante dessa realidade, defendemos
que a expansão da indústria da reciclagem popular seja planejada de
acordo com o interesse público, que concilie proteção ambiental, geração
de trabalho e distribuição da riqueza. Diversas cooperativas e redes
estão expandindo suas atividades produtivas para o pré-beneficiamento
dos materiais recicláveis. Temos, portanto, como perspectiva, o avanço
dos catadores na cadeia produtiva dos materiais recicláveis, com ele
incluindo paulatinamente ao conjunto das atividades de coleta e triagem
que realizam atividades de beneficiamento industrial dos recicláveis,
constituindo uma cadeia produtiva de outro tipo, à qual damos o nome de Reciclagem Popular.
Ela consiste, nesse sentido, em um objetivo de médio prazo no qual a
cadeia produtiva da reciclagem estará organizada segundo a autogestão e
sob controle das catadoras e dos catadores, assim como a população em
geral.
O avanço e a qualificação do debate
sobre a necessidade de implantação da Reciclagem Popular encontra amparo
no Governo Federal, que contribui para a realização de diversos eventos
onde as prioridades e as reivindicações dos catadores são ampla e
democraticamente debatidas.
A opção do Governo Federal, nos
mandatos de Lula e Dilma em construir uma Rota Tecnológica de Gestão e
Tratamento de Resíduos favorável à Reciclagem Popular e a inclusão das
catadoras e catadores de materiais recicláveis, tem sido fundamental
para avançarmos em nossa luta e conquistas.
Avaliando a conjuntura dos catadores
no país vimos um grande avanço nas últimas três gestões do Governo
Federal. Avanços que fortalecem a base do Movimento Nacional dos
Catadores de Materiais recicláveis - MNCR, que ocorreram pelo apoio
indispensável do Governo Federal.
Sendo assim a Comissão Nacional faz a
opção em apoiar a continuidade do atual projeto político que governa o
país, o que é fundamental para garantir a continuidade do
desenvolvimento social e econômico, não só de nós catadoras e catadores,
mas da maior parte do povo brasileiro, principalmente negras e negros,
mulheres, índios, pescadores, pequenos agricultores, empreendedores e
todas aquelas e aqueles que viram e participaram da construção de uma
nova história neste novo Brasil de Todas e Todos.
Por isso, convocamos a sociedade
brasileira que se identifica com esse novo Brasil a tomarem as ruas e
lutarem pela continuidade desse Projeto Popular.
Viva a Reciclagem Popular!
Viva os direitos conquistados!
Viva a inclusão do trabalhador!
Pela continuidade e não ao retrocesso!
Movimento Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis-MNCR
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
MNCR é a única entidade a participar de todas as audiências do Plano Estadual de Resíduos Sólidos no Rio Grande do Sul.
Desde o início
deste ano de 2014, o governo do estado, através da Secretaria de Meio Ambiente
– SEMA, está realizando audiências públicas, convocando a sociedade gaúcha a
debater o Plano Estadual de Resíduos Sólidos – PERS. Foram organizadas 10
audiências regionais no estado, que tinham como objetivo levantar informações,
apurar as dificuldades e planejar o futuro da gestão de resíduos.
Para Alex Cardoso, catadores de materiais recicláveis e representante da Comissão Nacional do MNCR, “Os catadores são comprovadamente, em matéria de gestão e encaminhamento adequado aos resíduos sólidos, a melhor tecnologia e a sociedade precisa saber disso” afirma o catador, que foi juntamente com uma grande equipe participante de vária audiencias no estado.
O MNCR, de forma estratégia define em participar das audiências porque entende a importância de uma gestão adequada de resíduos sólidos, de forma compartilhando que almeja a alcançar os objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Principalmente a inclusão social e econômica dos catadores de materiais recicláveis, de forma organizadas em cooperativas. “Desta forma mudaremos o cenário gaúcho, que conforme as definições das 10 audiências, aponta que deve ser de forma popular, via as cooperativas, com os devidos pagamentos e principalmente reciclando e compostando, proibindo de vez a incineração dos resíduos” declara Fabio Lima, coordenador de Finanças da Cooperativa Uniciclar de São Leopoldo e membro da Coordenação Estadual do MNCR-RS e complementa, “a vida dos catadores e da cidade muda rapidamente quando os catadores são contratados e valorizados pelos serviços que fazem, como em São Leopoldo onde somos contratados”
Os municípios e a sociedade que participaram da 10 audiências estaduais, seguem as diretrizes e os objetivos da PNRS e as ações da 4° Conferência Nacional de Meio Ambiente, realizada em mais de 2500 municípios brasileiros no ano de 2013.
Reciclagem popular, coleta seletiva solidária, pagamento por serviços ambientais as cooperativas de catadores, são as principais demandas das audiências, que avança em relação a PNRS quando aponta e define a proibição da Incineração dos resíduos sólidos no estado.
“O MNCR é a única organização, exceto a equipe do governo, que participou de todas as audiências no estado” ressalta Néio Lucio Fraga Pereira, Secretário da SEMA. Quando informa que o Estado do Rio Grande do Sul é o único estado Brasileiro que irá integrar seu plano estadual conforme as definições da PNRS e do Ministério do Meio Ambiente.
Hoje aconteceu a audiência estadual que apresentou o panorama dos resíduos no
estado e mostrou o tamanho dos desafios que a sociedade tem em relação aos
resíduos e teve a participação de muitos catadores, gestores municipais e
estaduais, além de várias organizações da sociedade civil.Para Alex Cardoso, catadores de materiais recicláveis e representante da Comissão Nacional do MNCR, “Os catadores são comprovadamente, em matéria de gestão e encaminhamento adequado aos resíduos sólidos, a melhor tecnologia e a sociedade precisa saber disso” afirma o catador, que foi juntamente com uma grande equipe participante de vária audiencias no estado.
O MNCR, de forma estratégia define em participar das audiências porque entende a importância de uma gestão adequada de resíduos sólidos, de forma compartilhando que almeja a alcançar os objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Principalmente a inclusão social e econômica dos catadores de materiais recicláveis, de forma organizadas em cooperativas. “Desta forma mudaremos o cenário gaúcho, que conforme as definições das 10 audiências, aponta que deve ser de forma popular, via as cooperativas, com os devidos pagamentos e principalmente reciclando e compostando, proibindo de vez a incineração dos resíduos” declara Fabio Lima, coordenador de Finanças da Cooperativa Uniciclar de São Leopoldo e membro da Coordenação Estadual do MNCR-RS e complementa, “a vida dos catadores e da cidade muda rapidamente quando os catadores são contratados e valorizados pelos serviços que fazem, como em São Leopoldo onde somos contratados”
Os municípios e a sociedade que participaram da 10 audiências estaduais, seguem as diretrizes e os objetivos da PNRS e as ações da 4° Conferência Nacional de Meio Ambiente, realizada em mais de 2500 municípios brasileiros no ano de 2013.
Reciclagem popular, coleta seletiva solidária, pagamento por serviços ambientais as cooperativas de catadores, são as principais demandas das audiências, que avança em relação a PNRS quando aponta e define a proibição da Incineração dos resíduos sólidos no estado.
“O MNCR é a única organização, exceto a equipe do governo, que participou de todas as audiências no estado” ressalta Néio Lucio Fraga Pereira, Secretário da SEMA. Quando informa que o Estado do Rio Grande do Sul é o único estado Brasileiro que irá integrar seu plano estadual conforme as definições da PNRS e do Ministério do Meio Ambiente.
No Próximo dia 18 de novembro, no Centro Administrativo Estadual, acontecerá a ultima audiência que definira o Plano. “Esta agenda passa a ser a mais importante para os catadores e espero que também seja pra sociedade” ressalta Melania Menezes, presidente da Central de Cooperativas de Porto Alegre e Região Metropolitana – CATAPOA e membro do MNCR.
Por Alex Cardoso.
Fonte: Comunicação Uniciclar.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Rio Grande do Sul começa a elaborar Plano Estadual de Resíduos Sólidos.
Mobilização de vários setores da sociedade; mapeamento preliminar das
áreas degradadas por contaminação; necessidade de implantação de ações
intermunicipais e setoriais; e a formação de um banco de dados que
servirá como base do Sistema de Informações Estadual sobre Resíduos
Sólidos. Essas são algumas das conclusões do diagnóstico consolidado
sobre a gestão de resíduos sólidos no Rio Grande do Sul, apresentado
nesta quarta-feira (15), em audiência pública, na Assembleia
Legislativa. O evento foi promovido pela Secretaria Estadual do Meio
Ambiente (Sema). As informações divulgadas nesta quarta-feira servirão
de base para a redação final do Plano Estadual de Resíduos Sólidos
(PERS-RS), a ser apresentado no dia 18 de novembro, no auditório do
Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff).
A partir de agora, as informações coletadas ficarão disponíveis para consulta pública com acesso a partir do portal eletrônico do PERS-RS por 15 dias. Nesse período, as contribuições para consolidação e validação do panorama deverão ser encaminhadas por meio do e-mail pers-rs@sema.rs.gov.br.
Na abertura do encontro, o representante do MNCR, Alex Cardoso, destacou a importância da atuação conjunta dos municípios na resolução de problemas comuns na gestão dos resíduos sólidos. Para ele, é necessário promover uma ampla participação de todos para o enfrentamento de um dos maiores desafios deste século XXI, provocando de maneira gradual e contínua mudanças nos hábitos da sociedade quanto à geração e destinação final dos resíduos sólidos, e o reconhecimento dos catadores pelo trabalho prestado aos municípios, na maioria das vezes, sem remuneração, em péssimas condições.
O diagnóstico apresentado nesta quarta-feira, fruto de dez audiências públicas regionais realizadas durante os meses de junho e julho, além de uma série de oficinas setoriais executadas desde o começo deste ano, foi apresentado pelo coordenador do Plano Estadual de Resíduos Sólidos da Sema, Luiz Henrique Nascimento, e pelo diretor executivo da Engebio, Mario Saffer.
O MNCR/RS esteve presente nas 10 oficinas regionais, em todas as etapas acompanhando, e orientando os gestores públicos dos municípios sobre a importância da coleta seletiva solidária.
As oficinas regionais permitiram obter informações complementares
para o diagnóstico, com a mobilização de municípios de pequeno e médio
porte. Também ficou confirmado que a preocupação principal dos
municípios concentra-se nos resíduos sólidos urbanos, com o
desconhecimento sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos e as
tipologias usadas. Há, ainda, uma expectativa de todos os setores sobre a
efetiva implantação da logística reversa.
O encontro contou com a presença do coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público do Estado, Carlos Paganella, com representantes dos municípios e catadores do estado.
Fonte: Comunicação Uniciclar.
A partir de agora, as informações coletadas ficarão disponíveis para consulta pública com acesso a partir do portal eletrônico do PERS-RS por 15 dias. Nesse período, as contribuições para consolidação e validação do panorama deverão ser encaminhadas por meio do e-mail pers-rs@sema.rs.gov.br.
Na abertura do encontro, o representante do MNCR, Alex Cardoso, destacou a importância da atuação conjunta dos municípios na resolução de problemas comuns na gestão dos resíduos sólidos. Para ele, é necessário promover uma ampla participação de todos para o enfrentamento de um dos maiores desafios deste século XXI, provocando de maneira gradual e contínua mudanças nos hábitos da sociedade quanto à geração e destinação final dos resíduos sólidos, e o reconhecimento dos catadores pelo trabalho prestado aos municípios, na maioria das vezes, sem remuneração, em péssimas condições.
O diagnóstico apresentado nesta quarta-feira, fruto de dez audiências públicas regionais realizadas durante os meses de junho e julho, além de uma série de oficinas setoriais executadas desde o começo deste ano, foi apresentado pelo coordenador do Plano Estadual de Resíduos Sólidos da Sema, Luiz Henrique Nascimento, e pelo diretor executivo da Engebio, Mario Saffer.
O MNCR/RS esteve presente nas 10 oficinas regionais, em todas as etapas acompanhando, e orientando os gestores públicos dos municípios sobre a importância da coleta seletiva solidária.
O encontro contou com a presença do coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público do Estado, Carlos Paganella, com representantes dos municípios e catadores do estado.
Fonte: Comunicação Uniciclar.
Governo quer derrubar no Senado MP que dá mais prazo para fim de lixões.
Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente
disse que governo federal não concorda em prorrogar o prazo, encerrado
em agosto deste ano.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse mesta quarta-feira (15/10) que o governo federal não concorda em prorrogar o prazo, que terminou em 2 agosto deste ano, para que os municípios fechem os lixões. A Câmara dos Deputados aprovou terça-feira (14/10) o texto da Medida Provisória (MP) 651/14 ampliando o prazo até 2018. A proposta segue para o Senado.
“Hoje nós temos reuniões com os representantes dos ministérios públicos Federal e estaduais para construir propostas para dialogar com o Congresso. Vamos ao Senado fazer esse trabalho, mas o líder do governo [deputado Henrique Fontana, do PT de São Paulo] disse efetivamente que o governo não tem compromisso com a sanção do artigo”, disse a ministra.
A erradicação dos lixões e instalação de
aterros sanitários para destinação adequada dos resíduos sólidos são
metas prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em
2010. Na MP aprovada na Câmara, estados e municípios também ganharam
prazo até 2016 para elaborar os planos estaduais e municipais de
resíduos sólidos. Esse prazo venceu em 2012. Os planos são requisitos
para que estados e municípios recebam dinheiro do governo federal para
investir no setor.
“Prorrogar por mais quatro anos para que tipo de solução?”, questionou a ministra. Segundo ela, não adianta apenas estender o prazo sem entender as peculiaridades dos municípios como, por exemplo, aqueles em zona de fronteira, municípios turísticos ou com menos de 50 mil habitantes, que teriam menos receita
“Se não tiver uma discussão mais objetiva para tratar a questão dos resíduos sólidos, o Brasil não terá critérios que possam identificar os desafios. E temos que respeitar os quase 2,3 mil municípios que cumpriram a lei. Porque esses cumpriram e os outros não? Essas discussões têm que vir para a mesa para que possamos construir o melhor arcabouço legal para erradicação dos lixões”, explicou Izabella.
Uma das alternativas para as cidades que não cumpriram a meta é assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público, que fiscaliza a execução da lei. Os gestores municipais que não se adequaram à política, poderão responder por ação civil pública, por improbidade administrativa e crime ambiental.
Fonte: Comunicação Uniciclar.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse mesta quarta-feira (15/10) que o governo federal não concorda em prorrogar o prazo, que terminou em 2 agosto deste ano, para que os municípios fechem os lixões. A Câmara dos Deputados aprovou terça-feira (14/10) o texto da Medida Provisória (MP) 651/14 ampliando o prazo até 2018. A proposta segue para o Senado.
“Hoje nós temos reuniões com os representantes dos ministérios públicos Federal e estaduais para construir propostas para dialogar com o Congresso. Vamos ao Senado fazer esse trabalho, mas o líder do governo [deputado Henrique Fontana, do PT de São Paulo] disse efetivamente que o governo não tem compromisso com a sanção do artigo”, disse a ministra.
A erradicação dos lixões e instalação de
aterros sanitários para destinação adequada dos resíduos sólidos são
metas prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em
2010. Na MP aprovada na Câmara, estados e municípios também ganharam
prazo até 2016 para elaborar os planos estaduais e municipais de
resíduos sólidos. Esse prazo venceu em 2012. Os planos são requisitos
para que estados e municípios recebam dinheiro do governo federal para
investir no setor.“Prorrogar por mais quatro anos para que tipo de solução?”, questionou a ministra. Segundo ela, não adianta apenas estender o prazo sem entender as peculiaridades dos municípios como, por exemplo, aqueles em zona de fronteira, municípios turísticos ou com menos de 50 mil habitantes, que teriam menos receita
“Se não tiver uma discussão mais objetiva para tratar a questão dos resíduos sólidos, o Brasil não terá critérios que possam identificar os desafios. E temos que respeitar os quase 2,3 mil municípios que cumpriram a lei. Porque esses cumpriram e os outros não? Essas discussões têm que vir para a mesa para que possamos construir o melhor arcabouço legal para erradicação dos lixões”, explicou Izabella.
Uma das alternativas para as cidades que não cumpriram a meta é assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público, que fiscaliza a execução da lei. Os gestores municipais que não se adequaram à política, poderão responder por ação civil pública, por improbidade administrativa e crime ambiental.
Fonte: Comunicação Uniciclar.
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