terça-feira, 22 de setembro de 2015

Caem preços de materiais recicláveis

O preço de materiais recicláveis tem afetado a renda de catadores de papel, que estão recebendo praticamente a metade do que ganhavam há alguns meses. A retração nos preços dos materiais, no período de três meses, chega a 400%, como o quilo da garrafa pet de óleo, que em setembro custava R$ 0,40 e hoje custa R$ 0,08.

Os dados foram fornecidos pela Acrepom (Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Outros Materiais Recicláveis), entidade que trabalha pela preservação ambiental e também com a segurança social dos catadores.

Segundo o associado Paulo Figueiredo da Silva, 65 anos, no mês passado ele recebeu R$ 340 pela coleta de materiais reciclados, 15% a menos na comparação com a média recebida mensalmente, de R$ 400. "Às vezes, recebo até um salário mínimo, mas nesses últimos meses está difícil.”

FALTA
  Para muitos, R$ 50 pode não fazer diferença, mas para mim faz muita falta", afirma. Associado da Acrepom há seis anos, Silva trabalha das 6h30 às 17h40, de segunda a sábado. Por dia, recolhe em média cem quilos de material reciclado, a maioria papelão. "Minha sorte é não pagar aluguel", disse. Silva mora em uma casa mantida pela Acrepom, para associados que não têm moradia, no bairro Hilda Mandarino.

  Na profissão há 15 anos, o catador de recicláveis, Antônio Marcos da Silva, 55, também está sentindo a queda no preço dos materiais. Sua renda, que chegava a R$ 1,2 mil mensal, hoje não ultrapassa R$ 600. Desse valor, R$ 250 são destinados ao pagamento do aluguel de um imóvel no Umuarama. Antônio trabalha das 6h às 22h, recolhendo principalmente papelão e plástico na área central do município.

RECUO
  Por mês, o trabalho rende em média cinco toneladas de material reciclável. "Nem mesmo recolhendo mais materiais devido à abertura do comércio em horário diferenciado vou conseguir receber o mesmo valor de antes", calcula. O preço pago pelo papel que recolhe caiu de R$ 0,20 (quilo) para R$ 0,10, desde setembro. "Minha sorte é que vários lojistas colaboram comigo", disse. Ele recolhe materiais da área central do município. Por dia, transporta em média 200 quilos de material, que enchem um carrinho.

Carlos Alberto Moreno, 40, está recebendo ainda menos pelo quilo do papelão recolhido das ruas: R$ 0,05. A alegação do comprador, segundo ele, é de queda tradicional no final do ano, quando a produção recua. "Eles (compradores) nunca têm uma explicação correta. Sei que não é isso. No final do ano, os preços costumam cair, mas não tanto quanto agora", afirma.

RENDA
Na coleta de materiais recicláveis há quatro anos, Moreno afirma que ganhava em média entre R$ 500 e R$ 600 mensais. No último mês, os produtos renderam R$ 200. Para completar a renda da família, composta de seis pessoas, sendo apenas dois trabalhadores - ele e o genro - Moreno atua na construção civil, como pintor. "Ainda bem que tenho esse outro bico, senão estaria passando fome", disse.

Queda se intensificou em setembro

Catadores e entidades afirmam que é normal a queda no preço dos produtos reciclados nesta época do ano. No entanto, o recuo nos preços dos materiais nos últimos três meses já ultrapassa a normalidade.

Dados da Acrepom mostram a desvalorização no preço dos materiais recicláveis desde setembro. A maior queda foi no quilo das garrafas pet óleo, que caiu de R$ 0,40 para R$ 0,08 (queda de 400%). O quilo do ferro, que era comprado por R$ 0,20, vale hoje R$ 0,05, diferença de 75%. Os papéis mistos (coloridos e jornais) caíram de R$ 0,15 para R$ 0,06 (quilo), recuo de 60%. O quilo do papel branco teve queda de 40%, saindo dos R$ 0,30 para os atuais R$ 0,18. As embalagens Tetra Pak estão valendo pelo menos 33% a menos no mercado. Em setembro, o produto era comercializado por R$ 0,12, hoje está R$ 0,08. O alumínio caiu de R$ 3,50 para R$ 2,50, no período (29%). As garrafas pet também estão com os preços lá embaixo. O quilo que antes custava R$ 1,05 sai agora por R$ 0,80, redução de 24%.

De acordo com a recepcionista Lucilene Borges, da Acrepom, a maioria dos catadores da entidade não conseguiu atingir o ganho mensal, que varia entre R$ 415 e R$ 500. "Tem associado que conseguia receber até R$ 700 por mês, o que não aconteceu em novembro, mesmo recolhendo o mesmo volume de materiais", afirmou. Devido aos baixos preços, a Acrepom suspendeu a compra de materiais de terceiros, remunerando apenas produtos recolhidos pelos associados, além de aceitar doações.

Os papéis recolhidos pela Acrepom são vendidos para uma empresa de Birigüi e os demais produtos são comercializados com empresas de Araçatuba. A.G.

Crise financeira agrava cenário

A crise financeira internacional não afetou diretamente os preços dos materiais reciclados, mas contribui para jogar os preços ainda mais para baixo. Com o recuo da produção das indústrias, a compra desse tipo de material também diminuiu. No entanto, o principal motivo é o excesso de produto no mercado.

Segundo o empresário Dailton Fernandes Braz, proprietário de uma empresa atacadista de papéis de Birigüi, o preço do papelão, por exemplo, está em queda desde outubro do ano passado. "Em 2007, houve falta de produto no mercado e algumas empresas importaram materiais. Quando toda a importação chegou começou a ter sobra", explica.

A queda nos preços atingiu toda a cadeia, desde os catadores até os atacadistas que vendem diretamente para as indústrias, e foi mais acentuada nos últimos três meses. No final do primeiro semestre de 2007, o papelão ondulado era comercializado com as indústrias entre R$ 500 e R$ 550 a tonelada. Hoje, depois da queda brusca, está entre R$ 200 e R$ 240, redução de 52% e 64%.

Além do preço baixo, as condições de pagamento foram esticadas. "Recebíamos dentro de 30 a 45 dias, hoje o prazo é de 70 a 90 dias", revela. É constante o pedido de prorrogação de duplicatas e a inadimplência está em alta.

A previsão é de uma melhora no final de 2009 e início de 2010. "Com os preços baixos, haverá um desestímulo para a coleta, já que a remuneração não é boa. Com isso, é bem provável uma falta de produto no mercado e um aumento nos preços", analisa. A empresa compra cerca de 400 toneladas por mês de papel e vende para indústrias de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A.G.
 
Fonte: Dep. Comunicação Uniciclar.

Começa sexta-feira (25) a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável.

Mais de 150 líderes mundiais são esperados para participar na Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, que acontece entre 25 e 27 de setembro na sede da ONU em Nova York, para adotar formalmente uma nova agenda de desenvolvimento sustentável. Esta agenda servirá como plataforma de ação da comunidade internacional e dos governos nacionais na promoção da prosperidade comum e do bem-estar para todos ao longo dos próximos 15 anos.
Em uma declaração emitida após o consenso alcançado pelos Estados-membros sobre o documento final da Cúpula, em 2 de agosto, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse: “[O acordo] abrange uma agenda universal, transformadora e integrada que anuncia um momento decisivo histórico para nosso mundo”.
“Esta é a Agenda do Povo, um plano de ação para acabar com a pobreza em todas as suas dimensões, de forma irreversível, em todos os lugares, não deixando ninguém para trás”, disse.
Acordada pelos 193 Estados-membros da ONU, a agenda proposta, intitulada “Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, consiste de uma Declaração, 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e 169 metas, uma seção sobre meios de implementação e uma renovada parceria mundial, além de um mecanismo para avaliação e acompanhamento.
A agenda é única em seu apelo por ação a todos os países – pobres, ricos e de renda média. Ela reconhece que acabar com a pobreza deve caminhar lado a lado com um plano que promova o crescimento econômico e responda a uma gama de necessidades sociais, incluindo educação, saúde, proteção social e oportunidades de trabalho, ao mesmo tempo em que aborda as mudanças climáticas e proteção ambiental. Ela também cobre questões como desigualdade, infraestrutura, energia, consumo, biodiversidade, oceanos e industrialização.
A nova agenda de desenvolvimento sustentável se enquadra no êxito do resultado da Conferência sobre o Financiamento para o Desenvolvimento, recentemente concluída em Adis Abeba (Etiópia). Espera-se que ela também afete positivamente as negociações sobre um novo acordo climático significativo e universal, que acontecerá em Paris (França), em dezembro deste ano.
Processo Intergovernamental rumo à Ação Global para as Pessoas e o Planeta
Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que produziram o mais bem-sucedido movimento antipobreza da História, serve como um trampolim para a nova agenda de desenvolvimento sustentável que será adotada por líderes mundiais.
Desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992 – a Cúpula da Terra – no Rio de Janeiro, o mundo identificou um novo caminho para o bem-estar humano, o do desenvolvimento sustentável. O conceito de desenvolvimento sustentável, apresentado na Agenda 21, reconhece que o desenvolvimento econômico deve ser equilibrado com um crescimento que responda às necessidades das pessoas e proteja o meio ambiente.
A nova agenda de desenvolvimento sustentável baseia-se no resultado da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável de 2002, da Cúpula de 2010 sobre os ODM, o resultado da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável de 2012 (Rio+20) e os pontos de vista de pessoas em todo o mundo.
Reconhecendo os sucessos dos ODM, os países concordaram sobre “O futuro que Queremos” – o documento final do Rio+20 – para estabelecer um grupo de trabalho aberto para elaborar um conjunto de metas de desenvolvimento sustentável para consideração e ação apropriada. Depois de mais de um ano de deliberações consultivas abrangentes e intensivas, o Grupo de Trabalho Aberto propôs 17 objetivos específicos com 169 metas associadas.
As negociações intergovernamentais sobre a composição das metas durou mais de dois anos e incluiu numerosas contribuições da sociedade civil e outras partes interessadas. As consultas inclusivas e transparentes levaram ao alcance de um consenso em 2 de agosto do documento final para a nova agenda de desenvolvimento sustentável.
A nova agenda será oficialmente adotada pelos líderes mundiais na Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, que acontece nos dias 25, 26 e 27 de setembro de 2015.
DA REDAÇÃO O ESTADO ONLINE
Fonte: ONU
(NR)

Dep. Comunicação Uniciclar

Regime legal da logística reversa dos resíduos sólidos.

Após vinte e um anos de discussões no Congresso Nacional, foi aprovada em 02/08/10 a Lei 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Em resumo, o novo marco legislativo dispõe que todos os participantes da cadeia produtivo-econômica são responsáveis pela gestão integrada e gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos.
Para a indústria isso significa, em termos econômicos, a incorporação de um novo custo operacional que antes não pesava sobre as finanças da empresa. Afinal, até então, o dano ambiental decorrente do descarte inadequado dos rejeitos de determinado bem de consumo ou suas embalagens não era responsabilidade da indústria produtora. Vale dizer que o custo ambiental decorrente da poluição era suportado por toda coletividade, mas não era incorporado ao custo
de produção.
Assim, ao atribuir a toda cadeia produtiva a responsabilidade pela gestão desse passivo ambiental, o legislador impôs à indústria a incorporação dos custos relativos ao controle e gerenciamento dos resíduos sólidos.
Porém, em consonância com os avanços no estudo da economia ambiental, o legislador não adotou, de forma pura e simples, o princípio do poluidor-pagador, atribuindo ao agente poluidor o pagamento de uma taxa em valor equivalente ao dano ambiental causado pela sua atividade.
Ao invés de impor uma taxa pecuniária compensatória pelo dano causado, o legislador preferiu compelir o agente econômico a tomar medidas concretas no sentido de prevenir ou reparar a poluição gerada por sua atividade, impondo, consequentemente, a adoção de novos processos e o desenvolvimento de novas tecnologias. E é justamente nesse ponto que surge um mercado completamente novo e repleto de desafios.
Para se entender melhor, vale observar como é que esse processo está ocorrendo, de fato, no Estado do Paraná: O Paraná destacou-se nacionalmente pela forma como tem tratado a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos. Acreditando na possibilidade de diálogo entre o Estado e a iniciativa privada, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente lançou Editais de Chamamento a diversos setores da indústria, convocando-os a apresentar Planos de Logística Reversa factíveis.
Esses planos são analisados pela equipe técnica da Secretaria, discutidos com o setor produtivo e, uma vez estabelecido o consenso, é celebrado um Acordo Setorial, que no âmbito estadual ganha à denominação “Termo de Compromisso”. De acordo com informações obtidas recentemente junto à Secretaria Estadual do Meio Ambiente, já foram celebrados dezessete “Termos de Compromisso”.
Todos esses “Termos de Compromisso” preveem a adoção de medidas focadas na sustentabilidade e que envolvem, usualmente, o emprego de processos e tecnologias sofisticadas no tratamento dos resíduos descartados pelas indústrias. Assim sendo, cresce a demanda por aqueles tipos de bens e serviços que têm por objetivo diminuir ou neutralizar o passivo ambiental inerente à atividade produtiva. Bens e serviços que - conforme previsto nos diversos planos de logística reversa – serão empregados para o gerenciamento e tratamento dos resíduos sólidos no Estado do Paraná.
Em face do cenário exposto, sabe-se que as imposições estabelecidas pela nova Política Nacional de Resíduos Sólidos e a imediata necessidade de adequação do Setor Produtivo aos ditames legais demanda a rápida estruturação de uma “Indústria Ambiental” preparada para atender ao Setor Produtivo paranaense no enfrentamento dos desafios postos pelo Paradigma do Desenvolvimento Sustentável.
Porém, dados colhidos junto à Federação das Indústrias do Estado do Paraná e Secretaria Estadual do Meio Ambiente indicam que a “Indústria Ambiental” não está adequadamente estruturada e desenvolvida no Estado do Paraná. Em que pese à demanda iminente por bens e serviços dessa indústria para atender aos termos de compromisso que já foram celebrados e os muitos planos de logística reversa que ainda serão elaborados, o que se observa é que muito pouco se fez nesse promissor segmento.
Está aberto, portanto, um imenso e novo mercado, ao mesmo tempo promissor e extremamente desafiador. Por um lado a indústria já instalada terá que se preocupar com a elaboração de programas de gerenciamento de resíduos e planos de logística reversa (documentos que somente serão consistentes se houver a adequada sinergia entre os conhecimentos técnico-ambiental e jurídico).  Por outro lado, surge espaço para o nascimento e desenvolvimento de um novo setor de produtos e serviços, de quem será demandada muita criatividade e inovação no sentido de oferecer às indústrias já instaladas soluções factíveis ao problema do lixo por elas produzido.
Fonte: Dep. Comunição Uniciclar.
Fábio Rodrigo Garcia de Limas

Crise na indústria faz cair procura por papelão e derruba também o preço do plástico reciclável.


Ana Paula Serafim da Silva, 40, foi criada no lixo –literalmente. Aos 11 era catadora em Jardim Gramacho, aterro na região metropolitana do Rio. Do lixo veio a renda que criou a filha. Poucas vezes, porém, o trabalho foi tão mal recompensado.
“O preço dos materiais caiu, minha renda diminuiu. Já estou devendo até no cartão”, diz a catadora, enquanto separa garrafas e papelão num galpão repleto de lixo e baratas perto do aterro, desativado há três anos. “Parece que é a situação do país.”
A renda mensal de Ana Paula encolheu de cerca de R$ 550 em 2014 para R$ 364 neste ano. O dinheiro é suficiente apenas para dar uma “ajudinha” em casa, onde vive com o marido, a filha e, agora, duas netas.
O aperto maior na renda dos catadores das cooperativas de Jardim Gramacho está diretamente ligado à desaceleração econômica, principalmente da indústria.
A menor produção industrial reduziu a demanda pelos insumos fornecidos pelos catadores, derrubando os preços desse material.
O exemplo mais bem acabado está na garrafa plástica (PET) –”filé mignon” dos recicláveis, ao lado da latinha de alumínio. O preço do quilo do PET caiu de R$ 2,40 em junho de 2014 para R$ 1,25 neste mês (-48%).
EFEITO CASCATA
O que afetou os PETs foi principalmente a queda da demanda dos setores automotivo, têxtil e químico. O PET compõe painéis e carpetes de carros e, transformado em resina, é usado na fibra de vidro de ônibus.
Na Aunde, que produz tecidos para bancos de carros, ônibus e caminhões, de 20% a 30% dos fios são de PET reciclado. “Consumimos toneladas deles, mas com a queda de 20% da produção de veículos reduzimos as compras”, diz Felipe Borges, gerente comercial da Aunde.
Marilene de Fátima Albino, 60, recebe cerca de R$ 350 mensais. Um terço disso paga o transporte de casa para o trabalho. Ela não imagina, mas a menor produção de ônibus que a leva ao trabalho afetou sua renda. Pior: a crise como um todo atingiu ainda um de seus dois filhos. “Um deles está desempregado. O outro começou agora a trabalhar”, afirmou ela.
PAPELÃO
O papelão também foi afetado pelo efeito cascata. O produto é insumo da fabricação de caixas, utilizadas pela indústria para embalar basicamente tudo: de alimento a celulares, eletrodomésticos a peças de automóveis.
As vendas de papelão ondulado recuaram 5,69% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 272.567 toneladas, segundo a associação do setor.
Com o menor ritmo da indústria e do comércio, o preço do papelão reciclado teve uma queda 20% na Cooperativa Beija-Flor, no Rio. Na Cooper Glicério, em São Paulo, a queda foi de 43%.
Quem compra o papelão dos catadores são os chamados aparistas de papel. Eles separam o material, classificam e revendem para as indústrias. Agora, eles se queixam do aumento de estoques.
“Existe excesso de oferta de papelão”, disse Pedro Vilas Bôas, consultor da Associação das Aparistas de Papel.
Ricardo Trombini, diretor da fabricante de embalagens Trombini, que produz uma em cada três embalagens de papelão vendidas no Sul do país, não descarta mais queda de preço pela frente.
Entre os catadores, o fenômeno provoca mudanças de hábito. Marcos de Paiva, 39, teve de se adaptar: trocou a compra de carne por frango, menos caro. E desistiu ainda de reformar a casa. “Ou troco o armário ou como.”
OUTRAS CAPITAIS
A renda dos catadores encolheu em outras capitais. Na Cooperativa de Recicladores de Maceió, foi de R$ 650 para R$ 580. Na de Pampulha, em Belo Horizonte, de R$ 1.100 para R$ 800. Na Cooper Glicério, em São Paulo, passou de R$ 550 para R$ 400.
A queda da renda dos catadores só não foi maior porque o preço do alumínio –um dos mais rentáveis– subiu de R$ 3,30 para R$ 3,50 nos últimos 12 meses, segundo a associação Jardim Gramacho. O motivo, nesse caso, é o aumento da cotação do dólar.
PREÇO E RENDA LADEIRA ABAIXO
1 PLÁSTICO
A garrafa triturada é usada em painéis e carpetes de carros e na carroceria de ônibus e caminhões.
A produção de veículos automotores, reboques e carrocerias caiu 20% em 12 meses
O PET também é usado em novas garrafas, mas a produção de bebidas caiu 2,1%.
O preço do quilo do PET caiu 48% no mesmo período
2 PAPELÃO
Usado em embalagens. A produção industrial brasileira encolheu 4,8% em 12 meses, e a de caixas de papelão, 2,24%. O preço pago a catadores caiu 20%
3 VIDRO
Também afetado pela crise industrial, o preço do vidro caiu 37%
4 ALUMÍNIO
Dos principais produtos recicláveis, foi o único que registrou alta, de 6%
5 A QUEDA NA RENDA
de junho de 2014 para junho de 2015
RJ – Cooperativas de Jardim Gramacho de R$ 696 para R$ 540
SP – Cooperativa Glicério de R$ 550 para R$ 400
AL – Lixo Urbano, em Maceió de R$ 650 para R$ 580
MG – Cooperativas de Pampulha, em Belo Horizonte de R$ 1.100 para R$ 800
Fonte: Associação dos Catadores de Jardim Gramacho, Coop Barra, Cooper Glicério, Associação de Catadores Beija-Flor, IBGE, Associação do Papel Ondulado

Catadoras e Catadores serão ouvidos por todos os vereadores na Câmara dos Vereadores.

Este é um importante espaço de debate, vistas que o Executivo ainda se nega a conversar ou abrir um mínimo espaço de dialogo, o Legislativo abre este espaço pra discutir o MNCR.
Será nesta quinta feira próxima, dia 24/09/2015 na Câmara dos Vereadores de Porto Alegre, as 14 horas, nesta oportunidade, durante a Quinta Temática.
Acreditamos que será o primeiro espaço de debate onde aparecerão possíveis contrários a proposta, porque até agora, estes somente se escondem ou mesmo se negam a discutir. Acreditamos ainda que este debate, será um grande divisor de águas e facilitará ainda mais a nossa luta, vistas que inimigos tendem a se revelar.
Queremos também que vocês, catadoras e catadores de materiais recicláveis, militante das causas sociais e ambientais, apoiadores das catadoras e catadores apareçam pra acompanhar, contribuir opinar sobre os debates, juntamente com o MNCR e Rede Catapoa.
A coleta seletiva solidária e a base de qualquer evolução das catadoras e catadores em qualquer perspectiva que quiserem, pois ela é a mantedora dos materiais recicláveis e a garantidora do contato direto entre a catadora, o catador e o gerador de resíduos, no caso, a sociedade, compreendendo a todas e todos, desde as casas, condomínios, empresas, escritórios, escolas e etc...
Lutar, Criar, Reciclagem Popular
Coleta Seletiva Sem Catador é Lixo!
Poa quer Coleta Seletiva Solidária, apoie esta ideia!

Nesta quinta feira, catadoras e catadores de materiais recicláveis estarão na Câmara dos Vereadores para falarem da Coleta Seletiva Solidária a todas e todos vereadoras e vereadores de Porto Alegre.
Por: Alex Cardoso.
Fonte: Dep. Comunicação Uniciclar