quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Exercício do direito de resposta à declaração pública vinculada pela SEMUC–SP Secretaria Estadual das Mulheres Catadoras de Material Recicláveis de SP no Facebook em 03 de dezembro de 2015, em anexo (carta de repúdio ao MNCR)

MOVIMENTO NACIONAL DOS CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS – MNCR/RS, repudia veementemente a declaração mentirosa que foi noticiada pela SEMUC-SP sobre violência sofrida pelas companheiras de São Paulo e por outras catadoras de outros estados na EXPOCATADORES 2015.
A EXPOCATADORES é um evento anual em que se discute e debate e os rumos da Reciclagem Popular e a inclusão socioeconômica das catadoras e catadores de materiais recicláveis, luz as políticas publicas e de estados. O MNCR é participante e organizador deste evento, que mobiliza milhares de catadoras e catadores de materiais recicláveis do Brasil, América Latina entre outros continentes. Sendo a última ocorrida entre os dias 30 de novembro e 02 de dezembro, em São Paulo, no Centro de Eventos do Anhembi, palco dos fatos ocorridos.
Para o ultimo dia de evento, havíamos encaminhado de realizar uma marcha nacional de catadoras e catadores com vistas a tornar mais públicas as lutas as quais o MNCR vem protagonizando ao longo dos anos, sendo encaminhado que, ao final do segundo dia de evento, catadoras e catadores definiriam sobre a marcha nacional.
Ao iniciar as atividades de organização da marcha, algumas catadores vinculadas a SEMUC-SP, juntamente com algumas catadoras de outros estados, subiram ao palco solicitando uso do espaço, para falarem sobre uma oficina paralela, que as mesmas haviam realizado na parte da tarde.
A condução da atividade estava a cargo do membro da equipe de articulação nacional do MNCR, Alex Cardoso ao qual havia sido encaminhado anteriormente pela comissão nacional do MNCR, informou assim que fosse encaminhando a marcha, estaria a disposição para que elas pudessem fazer sua intervenção, que por elas, foi encarado como autoritarismo e machismo, sendo uma violência contra as mulheres.
Esta ação, fez com que a condução sabiamente fosse encaminhada a plenária, que amplamente tem a participação de e presença de mulheres catadoras. Esta ação, foi de imediato aceita pelas representantes da SEMUC-SP que quando perguntado á plenária sobre qual seria a discussão seria primeiro encaminhado: A intervenção das mulheres catadoras ou a Organização da Marcha Nacional que amplamente definiu sobre a organização da Marcha Nacional, assim sendo encarado e gritado pelas mulheres da SEMUC-SP como “manipulação”da plenária, cobrando aos gritos o uso do microfone.
Por apoio e contribuição de outras catadoras e catadores de outros estados, mais uma vez foi proposto então que uma das representantes da SEMUC-SP tivesse o uso do microfone para defender e argumentar sobre o uso da palavra primeiro, antes da marcha.
Uma das catadoras, fez uso da palavra não para defender sua proposta de falar primeiro, mas sim para já, fazer sua intervenção, sendo que ao final, outra já pegou o microfone e começou a falar. Destacamos aqui, que diante dos ocorridos, as outras catadoras dos outros estados, baixaram seus cartazes sendo que algumas inclusive desceram do palco.
Ataques ao MNCR e a organização do evento foram feitos assim como várias propostas, as quais em partes concordamos, porém deve ser discutidas nas instancias do MNCR desde as milhares de Bases Orgânicas, Comitês e Coordenações Estaduais, para enfim ser apresentada e definida pela comissão nacional.
Ressaltamos que não houve VIOLÊNCIA DE QUALQUER ESPÉCIE, que precisamos nos colocar de braços com os companheiros nominados na nota, Alex Cardoso, que, por desempenhar a tarefa de conduzir o debate, fez isso, conduziu o debate, nada mais do que isso. Fez isso sem criar clima de hostilidade, que se viu por parte das companheiras que exigiram fala imediata, enquanto houve votação de ordem da pauta, e a si coube o encerramento. NÃO HOUVE TRUCULÊNCIA, mas a decisão da maioria assim como dos outros companheiros que foram citados Eduardo de Paula e Carlos Alencastro, que fizeram não menos do que contribuir nos encaminhamentos.
Informamos que entendemos que houve sim um desrespeito pela plenária que deve ser soberana quando consultada e que decidiu sobre a discussão da organização da marcha.
Queremos ainda informar sobre as formas em que tal secretaria profere seus problemas e acusação, tão infundadas que ao invés de construir, acaba por afastando ainda mais sua organização do seio do MNCR, que é organizados pelas catadoras e também pelos catadores de materiais recicláveis, sem exclusão por razão de cor, religião, gênero ou outros que são frutos não menos do capitalismo que apenas visa o avanço individual ao coletivo.
Informamos que a Pauta da Expocatadores foi definida pela Comissão Nacional(dois representantes de cada estado) assim como os convidados, expositores e painelistas, sendo que por definição da mesma, as catadoras e catadores da comissão nacional estavam convidadas a estarem desde a sexta feira dia 27/11/2015, tendo várias discussões sobre a organização do evento, em que a catadora Matilde, poderia fazer parte. Ressaltamos que nenhuma proposta foi encaminhada pela SEMUC-SP ao MNCR e a Comissão Nacional.
Ainda, na segunda feira, dia 30/11/2015, no primeiro dia da Expocatadores, nenhuma intervenção ou mesmo participação da SEMUC-SP foi registrada, sendo que somente tiveram participação no segundo dia, quando a mesma teve uso da plenária, para duas catadoras apresentarem as lutas das mulheres, sendo de nenhuma forma, as mesmas se utilizaram deste espaço para fazer tais propostas.
Quanto a definição da cor da bandeira, a mesma foi definida pelo MNCR ao qual direcionou uma carta a SEMUC-SP juntamente com uma comissão de mulheres catadoras dos outros estados, que levaram não somente a carta, mas sim a discussão para que pudesse, te todas as formas, não excluir nenhuma catadora.
Ainda, informamos que nas reuniões da comissão nacional e ainda na reunião das coordenações das caravanas definiu por ter somente a bandeira do MNCR Nacional, de cor Verde, que sob consulta pela plenária, aprovada, retirando toda e qualquer responsabilidade sobre o catador Alex Cardoso, que apenas executou a tarefa de consultar.
Informamos que quanto a comissão nacional, faz-se presente mulheres catadoras de todos os estados brasileiros, inclusive estas manifestaram seu descontentamento frente as ações da SEMUC-SP no palco da Expocatadores.
Assim, o espaço não foi usado contrário a SEMUC-SP, mas sim pelo MNCR como um todo, a nível nacional, sendo que quando estávamos fazendo os encaminhamentos sobre a marcha A SEMUC-SP abandonou o palco e plenária. Sendo estas as nossas objeções quanto às colocações que foram postas na nota que estamos respondendo, colocando que quanto a participação destas em representação nacional, a mesma deve ser definida pelo MNCR/SP e depois pela comissão nacional, não cabendo a nenhum catador ou catadora definir, senão o MNCR e sua forma de organização.
Estamos juntas na luta interna por espaço e respeito. Sabemos da veracidade de todo o quanto dito na carta. Concordamos com a necessidade de que nossas filhas e filhos participem do evento (e de todos os que acontecerem), que tenha espaço para que possam ficar enquanto os trabalhos são feitos, que a distribuição dos espaços seja igualitária entre comitês e quem mais se interessar sem privilégio para patrocinadores e empresas privadas ou públicas; Muitas vezes ficamos sem respostas aos nossos questionamentos, assim como acontece com a SEMUC-SP. Logo, sabemos do que falam, e não nos colocamos contra nada disso. Ao contrário.
Somos todas solidárias e enfrentamos as mesmas dificuldades que a SEMUC-SP, do que efetivamente precisamos, ao contrário do que está sendo feito, cessar as discussões internas e dirigir nossos esforços para que nossos espaços sejam assegurados, sem agressão de qualquer espécie, principalmente entre nossa categoria, com garantias que o MNCR pertence a todas e todos.
Por isso é que escrevemos esta nota, para nos solidarizar aos companheiros Alex Cardoso, Eduardo de Paula e Carlos Alencastro, que não praticaram QUALQUER ATO DE VIOLÊNCIA, seja moral, verbal ou psicológica contra a SEMUC-SP, ao contrário do que foi dito por estas. Haviam 47 catadoras e catadores do Rio Grande do Sul presentes durante o desenrolar dos fatos, e podemos assegurar pessoalmente e perante quem se interessar, que de forma nenhuma houve violência, truculência e desrespeito as catadoras .
Sem mais, despedimo-nos com desejos de inclusão a todas e todos catadoras e catadores para de forma solidária avançar na reciclagem popular e na consolidação de uma nova sociedade, baseada nos princípios solidários do cooperativismo e do MNCR.
CATADORAS E CATADORES DO Comite Hilma Cardoso / Rede CATAPOA
Porto Alegre, 09 de dezembro de 2015.

domingo, 29 de novembro de 2015

REDE CATAPOA E MNCR/RS RUMO A SÃO PAULO NA 6ª EXPO CATADORES.


CATADORES DE TODO O RIO GRANDE DO SUL EMBARCARAM HOJE POR VOLTA DAS 13 HORAS RUMO A EXPO CATADORES, EM SÃO PAULO.



A REDE CATAPOA, MNCR/Rs, partiram rumo a São Paulo/SP, para participar da 6ª EXPOCATADORES 2015.
Evento Pretende reunir em três  mais de 6.000 visitantes e profissionais do setor de reciclagem, tecnologia ambiental, serviços, terceiro setor e poder público
O setor de reciclagem gera R$ 24 bilhões por ano no Brasil, mas ainda apresenta um alto potencial de crescimento para os empresários que fabricam soluções para o setor.
Desde as primeiras horas da manhã a equipe de articulação e anfritiões da casa, a REDE CATAPOA, receberam em Porto Alegre, no Parque Farroupilha, catadores vindos de toda a parte do estado do RS, que juntavam-se a caravana.
Os catadores foram recebidos, com um churrasco de confraternização, para comemorar mais um ano da participação no maior evento do mundo voltado a reciclagem.
Logo após , a caravana composta por 48 catadores, seguiu rumo a capital paulista, em estilo de muita alegria.
Fonte: departamento comunicação Uniciclar


A Expo Catadores tem iniciativa/organização do MNCR/ANCAT, promoção/organização da EPS Eventos e programação INSEA.
O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) é um movimento social que há cerca de 10 anos vem organizando os catadores e catadoras de materiais recicláveis pelo Brasil afora. Buscamos a valorização de nossa categoria de catador que é um trabalhador e tem sua importância.
Contribuir para a construção de sociedades justas e sustentáveis a partir da organização social e produtiva dos catadores de materiais recicláveis e suas famílias, orientados pelos princípios que norteiam sua luta, estejam eles em lixões á céu aberto, nas ruas ou em processo de organização.
Fundada em 0 8 de outubro de 2000 e sediada na cidade de São Paulo, a ASSOCIACÃO NACIONAL DOS CARROCEIROS E CATADORES DE MATERIAIS  RECICLÁVEIS – ANCAT,  é formada por Catadores de Materiais Recicláveis e atua diretamente com os esses trabalhadores em cooperativas e associações, além dos catadores que ainda permanecem trabalhando nas ruas e em lixões a céu aberto.
A ANCAT tem como objetivo principal buscar o desenvolvimento sócio econômico para comunidades carentes, divulgação do cooperativismo e associativismo, além das ações de incentivo a reciclagem e preservação do meio ambiente.

A EPS Eventos é especializada em organização de eventos para o ambiente business-to-business em nichos específicos e eventos setoriais corporativos, se consolidou no mercado como bistrô de eventos, assessoria de associações e organizações, e integradora, customizadora de serviços – adequada as necessidades do cliente.
Há 13 anos no mercado seus eventos são caracterizados pelo alto direcionamento nos setores de atuação e elevada qualificação de visitantes, os eventos da EPS conquistam resultados pelo forte plano de marketing aliado ao atendimento personalizado, que identifica as reais necessidades dos clientes. 
A 6ª edição da EXPO CATADORES acontece em 2015 - 30 de novembro a 02 de dezembro, Anhembi/SP: 

  • Terá mais de 8.000 representantes de 26 estados brasileiros e 14 países.
  • O evento tem a participação de 3.000 lideres de cooperativas e coloca a importância do Catador na economia do país.
  • Mais de 75 marcas presentes.
  • Mais Informações:
  • http://www.expocatadores.com.br/home
  • Fonte: MNCR/Ancat

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

CRISE POLITICA E FINANCEIRA AFETA CATADORES DA ÁREA DA RECICLAGEM.

O aperto maior na renda dos catadores das cooperativas de todo o Brasil, esta diretamente ligado à desaceleração econômica, principalmente da indústria.

A menor produção industrial rediziu a demanda pelos insumos fornecidos pelos catadores, derrubando os preços dos materiais recicláveis.
O exemplo mais bem acabado esta na garrafa plástica ( PET) , produto top dos materiais reciclavéis, , ao lado da latinha de alumínio. O preço caiu de R$ 2,40 em junho, chegando a R$ 1,00 até menos em algumas regiões do Brasil, apenas este mês, tendo uma desvalorização de 60%.
EFEITO CASCATA.
O que afetou os PETS foi principalmente a queda da demanda dos setores automotivo, têxtil e químico. O PET compõe painéis e carpetes de carros e transformado em resina, é usado na fibra de vidro de ônibus.

Na Aunde, que produz tecidos para bancos de carro, ônibus e caminhões, de 20% a 30% dos fios de Pet reciclado. “ Consumimos toneladas deles, Mas com a queda de 20% da produção de veículos reduzimos as compras”, diz Felipe Borges, Gerente comercial da empresa.
PAPELÃO
O papelão também foi afetado pelo efeito cascata. O produto é insumo da fabricação de caixas, utilizadas pela indústria para embalar basicamente tudo de alimentos a celulares, eletrodomésticos a peças de automóveis.

As vendas de papelão ondulado recuaram 6,12% em outubro de 2015, na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 300 toneladas, segundo associação do setor.
Com o menor ritmo da indústria e do comércio, o preço do papelão reciclado teve uma queda de 30% na cooperativa uniciclar, em São Leopoldo/Rs. Em algumas cooperativas no RS esta queda chega a 40%, e em outras regiões do brasil, esta queda chega a 50%.
QUEDA DE RENDA
A  renda dos catadores encolheu em outras regiões do Brasil. Na cooperativa Uniciclar foi de R$ 1.186,00 por catador, para apenas R$ 886,00 liquido.
“A queda de renda só não foi maior por, ainda contamos com muitas empresas parceiras, que doam material, para nós, e ainda estamos seriamente, estudando junto com a REDE CATAPOA, Central de cooperativas de Porto Alegre e Região metropolitana, de anteciparmos os projetos de comercialização em conjunto para podermos agregar qualidade e valor aos nossos produtos triados.”, conta Pedro Cezar Dutra, catador (34), Presidente e coordenador da cooperativa.
“ Porém tivemos que aumentar a capacidade de produção e triagem de 80 toneladas mês para 112 toneladas mês, em outubro de 2015, para podermos manter, uma remuneração ainda que de passagem diga-se digna. Mas sabemos que nem todos os catadores e cooperativas contam com esta parceria de empresas privadas”.

“Também contamos com o contrato de coleta seletiva em São Leopoldo, o que ajuda, a termos menos gastos, e mais material dentro da cooperativa”, diz Flavia Limas, catadora (31), coordenadora de produção.
O contrato de coleta seletiva, com o Município de São Leopoldo, iniciado em 2014 com as 7 cooperativas de catadores de São Leopoldo, Uniciclar, Coopervitória, Nova Conquista, Mãos Dadas, Cooperfeitoria, Univale e Coopersanto Antonio, contribui para que os próprios catadores façam uma coleta seletiva mais eficiente, mantendo assim uma boa parceria entre município e catdores.
As cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis prestam um serviço público à sociedade. Elas estão constituídas legalmente enquanto organizações civis sem fins lucrativos; portanto, seu fim último não é o lucro, como é o caso das empresas de comercialização de materiais. Estas organizações trabalham com a finalidade da prestação de serviços à sociedade e ao meio ambiente. A coleta porta a porta, a interação com a comunidade e a capacitação constante de seus cooperados e associados são formas de garantir novo sentido à atividade de catação e à função do catador como trabalhador e agente ambiental.
Temos a esperança que em 2016, as coisas melhorem, e os materiais voltem a ser instável no mercado, e que o consumo, pela indústria volte a crescer, assim podemos voltar a ter uma melhor renda”, diz o Catador Fabio Limas (33), financeiro da Uniciclar.
“Tivemos que apertar os cintos, Deixar por enquanto de fazer alguns investimentos, em estrutura, e focar mais na remuneração final e dos nossos ganhos, até que a coisa melhore”, diz Marco Antonio, Catador e cooperado da Uniciclar.
Importância e benefícios da reciclagem do lixo

Desde a década de 1980, a produção de embalagens e produtos descartáveis cresceu significativamente, assim como a produção de lixo, principalmente nos países industrializados. Muitos governos e ONGs (Organizações Não Governamentais) estão cobrando das indústrias atitudes responsáveis. Neste sentido, o desenvolvimento econômico deve estar aliado à preservação do meio ambiente. Atividades como campanhas de coleta seletiva de lixo e reciclagem de alumínio, plástico e papel, já são corriqueiras em várias cidades do mundo.


No processo de reciclagem, que além de preservar o meio ambiente também gera renda, os materiais mais reciclados são o vidro, o alumínio, o papel e o plástico. Esta reciclagem ajuda a diminuir significativamente a poluição da água, do ar e do solo. Muitas empresas estão reciclando materiais como uma maneira de diminuir os custos de produção de seus produtos. 

Outro importante benefício gerado pela reciclagem é a quantidade de novos empregos que ela tem gerado nos grandes centros urbanos. Muitas pessoas sem emprego formal (com carteira registrada) estão buscando trabalho neste ramo e conseguindo renda para manterem suas famílias. Cooperativas de catadores de papel e alumínio, por exemplo, já são comuns nas grandes cidades do Brasil.

Diversos materiais como, por exemplo, o alumínio pode ser reciclado com um índice de reaproveitamento de aproximadamente 100%. Derretido, ele volta para as linhas de produção das indústrias de embalagens, reduzindo os custos para as empresas.

Várias campanhas de educação ambiental têm despertado a atenção para o problema do lixo nos grandes centros urbanos. Cada vez mais, os centros urbanos, com altos índices de crescimento da população, tem encontrado dificuldades em obter locais para instalarem depósitos de lixo (aterros). Logo, a reciclagem mostra-se como uma solução viável do ponto de vista econômico, além de ser ambientalmente correta. Nas escolas, muitos alunos são orientados pelos educadores a separarem o lixo em suas casas. Outro fato interessante é que já é muito comum nos grandes condomínios residenciais a reciclagem do lixo.

Curiosidade:

- Você sabia que muitos produtos levam muitos anos para serem absorvidos pelo meio-ambiente?
Veja abaixo uma relação das substâncias e objetos e o tempo que elas levam para serem absorvidas no solo.

· Papel comum: de 2 a 4 semanas 
· Cascas de bananas: 2 anos 
· Latas: 10 anos 
· Vidros: 4.000 anos 
· Tecidos: de 100 a 400 anos 
· Pontas de cigarros: de 10 a 20 anos 
· Couro: 30 anos 
· Embalagens de plástico: de 30 a 40 anos 
· Cordas de náilon: de 30 a 40 anos 
· Chicletes: 5 anos 
· Latas de alumínio: de 80 a 100 anos
O Brasil Recicla:
http://www.projetoreciclar.ufv.br/img/seta_orange.jpg 3% aproximadamente, do lixo sólido orgânico urbano gerado no Brasil é reciclado.("compostado"). Em Minas Gerais, considerando somente a área urbana, 4% dos resíduos orgânicos gerados são reciclados. 

http://www.projetoreciclar.ufv.br/img/seta_orange.jpg 47% da resina PET,o Brasil é um dos maiores recicladores de PET do mundo – em 2005, reciclou 174 mil toneladas 

http://www.projetoreciclar.ufv.br/img/seta_orange.jpg 23% das 46 mil toneladas de embalagens longa vida pós-consumo 

http://www.projetoreciclar.ufv.br/img/seta_orange.jpg 20% dos plásticos  

http://www.projetoreciclar.ufv.br/img/seta_orange.jpg 45% das embalagens de vidro, o Brasil se mantém em um nível intermediário comparado com outros países 

http://www.projetoreciclar.ufv.br/img/seta_orange.jpg 29% das latas de aço, um fator chave para esse sucesso é a inserção do aço (na forma de latas de alimentos, bebidas, aerossóis etc.) nos sistemas de coleta doméstica porta a porta. 

http://www.projetoreciclar.ufv.br/img/seta_orange.jpg 96,2% da produção nacional de latas de alumínio  

http://www.projetoreciclar.ufv.br/img/seta_orange.jpg 77,4% do papel e papelão, o Brasil reaproveitou 2,24 milhões de toneladas para o consumo aparente de 2,89 milhões de toneladas, o que explica a taxa de 77,4%.
Fonte: fichas técnicas do CEMPRE
Só o Brasil produz 240 mil toneladas de lixo por dia. O aumento excessivo da quantidade de lixo se deve ao aumento do poder aquisitivo e ao perfil de consumo de uma população. Além disso, quanto mais produtos industrializados existir, mais lixo é produzido. Veja abaixo o destino que é dado ao lixo produzido por nós.


Fonte: Departamento de comunicação Uniciclar.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

COOPERATIVAS DE CATADORES TOMAM CAFÉ DA MANHA COM A SESP.

Hoje pela manhã  13/11/2015, as cooperativas de catadores de São Leopoldo, participaram do café da manha com a Secretaria de Serviços Públicos de São Leopoldo, na presença do Secretario da Pasta Charles Pierre, e lideranças dos catadores, contando com a presença do Vice Prefeito Daniel Daut, atual prefeito em exercicio,  Valdir Mattos, secretario de gestão e governo, Daniele Rigotti e Cléu Fontoura da Sesp.
A confraternização teve como pauta a celebração e a conquista do "PRÊMIO GESTOR PÚBLICO 2015", conquistado pela secretaria e municipio com o "PROJETO COLETA SELETIVA COMPARTILHADA" .
A coleta seletiva compartilhada tem a participação de sete cooperativas e é de responsabilidade da Secretaria de Serviços Públicos (Sesp), que gere e organiza o processo.
O projeto tem o objetivo de contratar cooperativas de catadores de município e torná-los agentes ambientais, além do aumento significativo da renda dessa população.
A felicidade estampada no rosto, o Secretario Charles Pierre, parabenizou as cooperativas e lideranças dos grupos de catadores, por mais esta conquista, que é um mérito de todos, e de um trabalho em conjunto entre Prefeitura, secretaria e catadores.















Fonte: Departamento comunicação Uniciclar.

Prêmio Gestor Público 2015 para São Leopoldo


Criado em 2002 com a finalidade avaliar e dar reconhecimento público aos melhores projetos das administrações públicas municipais do Rio Grande do Sul, nesta edição contou com a participação de mais de 80 prefeituras, com 170 projetos inscritos. Com o projeto "Educação Digital no Fazer Pedagógico”, Farroupilha foi o grande vencedor da Prêmio Gestor Público Especial. O projeto oferece formação continuada em inclusão digital aos docentes, auxiliando-os a utilizar com autonomia as mídias digitais e contribui com estratégias que pautem o aprendizado e a capacidade de autoria.
 
A iniciativa beneficia 27 escolas municipais das áreas urbana e rural, 600 professores e 6.600 estudantes. Na categoria em destaque: Proteção à Infância e à Adolescência, o troféu foi conquistado pelo município de Santo Antônio da Patrulha, com o projeto - Escala de Vulnerabilidade Social – Proteção à Criança e Adolescência nas Escolas de Educação Infantil e Ensino Fundamental da Rede de Educação Municipal. O troféu Prêmio Gestor Público Tecnologia da Informação, foi para o município de Bento Gonçalves, com o projeto "Bento Gonçalves conectada: Tecnologia de Informação Integrada à Gestão Pública”.
 
São Leopoldo
A deputada Zilá entregou o troféu para o prefeito de São Leopoldo, Anibal Moacir da Silva, premiado com o projeto "Coleta Seletiva Compartilhada”. A coleta seletiva compartilhada tem a participação de sete cooperativas e é de responsabilidade da Secretaria de Serviços Públicos (Sesp), que gere e organiza o processo.
 
O projeto tem o objetivo de contratar cooperativas de catadores de município e torná-los agentes ambientais, além do aumento significativo da renda dessa população. Ex-prefeita de Três Passos, a parlamentar na oportunidade também parabenizou a comitiva do município, uma vez que a prefeitura recebeu certificado pelo programa: Cidade Digital”.
 
Confira abaixo quais os demais municípios que conquistaram o troféu Prêmio Gestor Público na edição 2015:
Tapera, com o projeto "Centro de Convivência do Idoso”; Santiago, com o projeto "Educação Fiscal - O Caminho para a Cidadania”; São Lourenço do Sul, com o projeto "Implementação da Lei Geral das Micro e pequenas empresas em Prol do Desenvolvimento Econômico e Social”; Encantado, com o projeto "Nos Caminhos da Nossa História”; Porto Alegre, com o projeto " Poadigital – Comunicação, Tecnologia e Engajamento por uma Cidade Inteligente”; Harmonia, com o projeto "Prodah – Programa de Desenvolvimento Agropecuário”; Passo Fundo, com o projeto "Programa Prefeitura Bairro a Bairro”; Três Arroios, com o projeto "Saúde Mental – Revivendo a História Através da Música e da Dança”; Guaporé, com o projeto "Semeando Desenvolvimento Rural”.
 
Menção honrosaOs projetos vencedores de edições anteriores do Prêmio Gestor Público "Aprendendo a Viver”, de Bom Princípio; "Bolsa Família em Ação”, de Marau; "Gestão por Metas, Tetos e Pisos”, de Alecrim; "Jogue Limpo com Osório”, de Osório; "Novas Formas de Aprender, Novas Maneiras de Ensinar...” e "Todos na Escola – Respeito às Diferenças”, ambos de Erechim, receberam Menção Honrosa por continuarem em execução e apresentarem melhorias. A deputada Zilá na oportunidade também parabenizou a comitiva da Administração Municipal de Três Passos, que recebeu certificado pelo programa: Cidade Digital”. Além de Três Passos os seguintes projetos receberam Certificados de Reconhecimento: "Alimentação Saudável, Consumo Sustentável”, de Itatiba do Sul; "Auxílio à Construção de Estufas”, de Feliz; "Banda Marcial”, de Morro Redondo; "Biblioteca Pública: Um Laboratório de Criação”, de Picada Café; "Caminhos do Desenvolvimento”, de Senador Salgado Filho; "Centro de Convivência em Saúde Mental Novos Caminhos”, de São Paulo das Missões; "Centro Integrado de Educação e Saúde – Vencendo Obstáculos, Impulsionando Vidas”, de Venâncio Aires; "Cidanizar”, de Jaguari; "Comipa – (Copa Municipal Infantil de Panambi)”, de Panambi; "Como é Bom Ter Alguém Por Perto...”, de Ivoti; "Conhecendo a Dinâmica Escolar”, de Não-Me-Toque; "Conhecendo o Município de Barão”, de Barão; "Contraturno Municipal”, de Glorinha; "Convivendo com as Diferenças”, de Rio Pardo; "Educação Infantil de Qualidade – Caminho de Desenvolvimento”, de Chapada; "Educação Infantil Indígena”, de Charrua; "Equoterapia: Caminhos Para Ir Mais Além”, de Água Santa; "Escola Agrícola e de Tempo Integral no Campo”, de Giruá; "Escola da Inteligência”, de Estrela; "Escola Gina Guagnini Educando Para Um Futuro Melhor”, de Muitos Capões; "Escola Inclusiva – Educação para Todos”, de Arroio do Meio; "Estudando e Cantando”, de Porto Vera Cruz; "Festival estudantil da Canção”, de Carazinho; "Horta Escolar e Paisagismo”, de Gramado; "Mobilidade e Cidadania”, de Cachoeirinha; "Núcleo de Planejamento e Gestão de Projetos”, de Nova Santa Rita; "Oficinas do Contraturno Escolar – Escola Nota Dez”, de Garibaldi; "Patrulhas Agrícolas”, de Alecrim; "Plano de Mobilidade Urbana da Comunidade para Cidade de Uruguaiana”, de Uruguaiana; "Por uma Educação de Qualidade”, de Flores da Cunha; "Prefeitura na Rua”, de Canoas; "Prevenindo Histórias Contra o Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Não desvie o Olhar”, de Marau; "Programa Acolher – Desafio Além da Vida Escolar”, de Campo Bom; "Programa Escola de Hackers” de Passo Fundo; "Programa Municipal Fortalecimento no Campo”, de Tio Hugo; "Programa Saúde na Mesa”, de Garruchos; "Projeto Além dos Muros da Escola”, de Rolante; "Projeto de Pavimentação em Vias do Interior no Meio Rural”, de Vilas Flores; "Projeto Dia da Administração Infantil”, de Fagundes Varela; "Projeto Semear”, de Vale Real; "Reestruturação da Gestão dos Resíduos Recicláveis e Orgânicos no Município de Erechim”, de Erechim; "Santo de Casa Faz Cultura – Cultura em Movimento”, de Camaquã; "Segurança Pública Comunitária”, de Lajeado; "Smuweb – Sistema de Controle de Gestão de Processos e Projetos Arquitetônicos do Município de Caxias do Sul”, de Caxias do Sul; "Telefonia Rural”, de Estrela; ‘"Viva Saúde!”, de Serafina Corrêa; "Vivências”, de Cacique Doble.
Fonte: Departamento comunicação Uniciclar.

ENCONTRO DOS 300 REUNE CATADORES DE TODO ESTADO DO RS.

Marcha d@s 300!
Ontem o MNCR tomou as ruas de Porto Alegre,lutando pela defesa da natureza, por coleta seletiva solidária, pela auto-organização das cooperativas para organizar as catadoras e catadores individuais, reconhecimento e valorização.
Um grito saído das mais longinas periferias do estado gaúcho, que brota desde o galpão e ganha as ruas enfrentando o capital e seus politiqueiros.
Com o apoio da sociedade, o grito ficou mais forte e desde o palmo a palmo de rua que íamos avançando, junto fortalecia o ser catadora, catadores, que tem seu reconhecimento e sua visibilidade quando esta junto, á rua. esta mesmo que nos pertence.
Em defesa da natureza
Não a incineração em Cachoeirinha-RS
Pela coleta seletiva solidária -
Transformando em Reciclagem Popular

Um dois três, quatro cinco mil, estamos defendendo a natureza do Brasil!
Inegável o avanço das catadoras e catadores, inegável também a consolidação de um dos maiores movimento sociais urbanos.


Catadora ou catador de materiais recicláveis, qualquer uma, um, pode ser, agora ter a tarefa de defender a natureza, organizar outras catadoras e catadores, militar nas lutas sociais do Brasil, se esforçar diariamente pra poder compreender a conjuntura, isso sim é tarefa de guerreiras e guerreiros que tem em seu escudo a bandeira do MNCR.
A nossa luta nunca foi por dinheiro, infraestrutura, contrato ou qualquer outra "prioridade" que inescrupulosos, políticos ou politiqueiros disfarçados de catadores querem nos por, nossa luta é por justiça, tanto social como ambiental e que aos poucos, demonstrando forças em alguns momentos necessários, vamos avançando.
Cada passo que damos, é um passo atrás destes que sempre exploraram a natureza ou a economia dos recicláveis e desta forma, avançando vamos não construindo prédio, maquinas ou caminhão, vamos construindo consciência, pintando de povo nossas conquistas.
Caíram as muralhas do preconceito contra nossa categoria, caíram as muralhas da fome, da falta de identidade, do individualismo.
Seguimos em luta, transformando em Reciclagem Popular!


REDE CATAPOA E MNCR VISITAM ASSOCIAÇÃO DE RECICLAGEM BARRA LIMPA "RECICLANDO VIDAS" EM BARRA DO RIBEIRO/RS.

A Rede Catapoa e MNCR, visitaram na ultimo sábado 07/11/2015 a Associação de Reciclagem Barra Limpa " Reciclando Vidas" de Barra do Ribeiro/Rs.
Pedro Cezar Dutra, Ademir Menezes, Fábio Limas e Gerno Prado dias, representando o MNCR e Rede Catapoa, estiveram nas instalações de reciclagem, em conversa com os catadores, e escutaram algumas demandas do grupo, que passa por dificuldades.
"A atual gestão municipal, não nos apoia, e ainda tirou muitos equipamentos nossos daqui" conta uma catadora do empreendimento.
Estamos abandonados aqui, ninguém faz nada, nos tratam como lixo, diz outra catadora.
Hoje fazemos a coleta por conta própria, diz Vera Regina Maier, líder do grupo.
\Precisamos que Aguem nós de apoio e nos ajude.

O MNCR e REDE CATAPOA, saíram do encontro, com a promessa de manter contato com os gestores públicos de Barra do Ribeiro, para marcar agenda com os catadores, e passar a atual situação do grupo.
Os catadores contam com o apoio do Vereador Carlos Augusto Rodrigues Didio, que esta na luta pela causa dos catadores, e que também se fez presente neste encontro.
No entanto a agenda já foi marcada para o dia 24 de Novembro de 2015, as 10 horas da manhã com o prefeito municipal, o qual estarão presentes os catadores Associação de Reciclagem Barra Limpa " Reciclando Vidas" de Barra do Ribeiro/Rs, MNCR e REDE CATAPOA, para discutir os problemas, achar soluções concretas, e que ajudem os catadores do município.
Fonte: Departamento de comunicação Uniciclar.


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Movimento Nacional dos Catadores realizou reunião em Soledade.

Movimento Nacional dos Catadores realizou reunião em Soledade
Na terça, dia 27 de outubro, no Salão Nobre da Prefeitura Municipal ocorreu um encontro com representantes do Movimento Nacional dos Catadores, coordenado pela Secretaria de Assistência Social e Habitação. Estavam presentes, o Prefeito Cattaneo, o vice-prefeito Roberto Coletti, o secretário da Assistência, Lúcio Dias, representantes das Secretarias e Departamentos Municipais, Conselho do Meio Ambiente, Uergs, Programa de Erradicação de Trabalho Infantil do Cras e catadores e catadoras locais.

Foi abordada a consolidação de uma associação ou cooperativa de catadores de material reciclado com a finalidade de dar andamento ao Plano Municipal de Resíduos Sólidos. Nesta pauta é prevista apoio das entidades portadoras de serviços nesta área. A proposta inicial segundo o grupo reunido, é que o Município apoie a criação da cooperativa ou associação.

A implementação da Coleta Seletiva, oficializada desde 2014 pelo Plano, será ligada a ações de Educação Ambiental em parceria com a Uergs e o Conselho Municipal do Meio Ambiente, através dos recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente para as atividades de formação e organização dos recolhedores de material reciclado.

Mateus de Marco, educador Social e Alex oliveira representaram o Movimento Nacional dos Catadores e João Carlos Pena o grupo local. 
Fonte: Clicsoledade

Encontro reunirá em Campina catadores de materiais recicláveis de 21 municípios.

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Foto: Arquivo Centrac
O Encontro Estadual de Catadores e Catadores da Paraíba acontecerá nos dias 30 e 31 de outubro, nesta sexta-feira e sábado, no Centro de Formação de Educadores, Rua José Marques Ferreira, s/n,Bairro das Malvinas em Campina Grande – PB.
O objetivo do evento é fomentar o protagonismo dos catadores e catadoras na construção de políticas públicas locais, além de fortalecer a organização política desses trabalhadores e trabalhadoras no estado da Paraíba.
O evento contará está sendo organizado por um conjunto de entidades não governamentais, universidades fóruns e redes de apoio a catadores de materiais recicláveis com atuação em todo o Estado. Está confirmada a participação de 150 catadores e catadoras e 50 assessores técnicos e gestores públicos, representando 21 municípios paraibanos.
Três representantes do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis – MNCR dos estados da São Paulo, Bahia e Ceará também estarão presentes, com o intuito de falar sobre as experiências em redes de cooperação, organização política de catadores e contratação dos catadores pelo serviço de coleta seletiva por parte das prefeituras dos municípios.
No primeiro dia, será realizada a mesa temática “De Catador/a para Catador/a: níveis de organização do trabalho”.
Haverá ainda grupos de trabalhos e apresentação de experiências. No segundo dia será constituída a Comissão Estadual do MNCR.
O encontro é uma realização de um conjunto de entidades de assessorias a catadores no Estado da Paraíba, sendo elas: Cáritas Brasileira regional Nordeste 2; Cooperativa Cata – Agreste; Cataforte -Negócios Sustentáveis em Redes Solidárias; Rede Cata-PB – Comercialização Solidária; Centro de Ação Cultural (Centrac); Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Projeto Cooperar para Melhor Coletar; Grupo de Extensão e Pesquisa em Gestão e Educação Ambiental da Universidade Estadual da Paraíba  – GGEA/UEPB; Incubadora de Empreendimentos Solidários – Incubes/UFPB; Incubadora Universitária de Empreendimentos Econômicos Solidários da Universidade Federal de Campina Grande – IUEES/ UFCG; Projetos Ações Integradas de Economia Solidária; Pró- Reitoria de Pesquisa e Extensão (Propex) – Programa de Pesquisa e Extensão-Mobilização Social em Saneamento Ambiental-Instrumentos Práticos e Teóricos de Educação Ambiental; Rede Lixo e Cidadania; Mobilização, Inclusão e Formação de Catadores e Catadoras  de Materiais Recicláveis  de João   Pessoa:  Uma Experiência  Necessária – UEPB; Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR); Governo do Estado da Paraíba; Fundação Banco do Brasil e Governo Federal, por meio da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Programação:
30/10 sexta-feira
8h – Credenciamento e café da manhã
8h30 – Mesa de abertura: Representante do Governo do Estado, Senaes, MNCR, MNCR PB, Sesaes, Rede Lixo e Cidadania.
9h30 – Mesa temática: De Catador (a) para Catador(a): níveis de organização do trabalho.
11h – Debate
12h – Almoço
13h30 – Grupos de Trabalho – apresentação de experiências:
1 – Participação de Catadores(as) na construção de políticas públicas para inclusão socioeconômica | 2 – Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis e a organização política dos(as) catadores(as) | 3 – Comercialização e Tributação em Empreendimentos Econômicos Solidários de Catadores (as) | 4 – Organização e Atuação em redes | 5 – Contratação dos Empreendimentos de catadores(as) por serviços prestados.
15h30 – Lanche
16h – Plenária com apresentação dos resultados dos Grupos de Trabalho.
18h – Jantar
19h – Noite Cultural
31/10 sábado
8h às 12h – Formação da comissão estadual do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis na Paraíba e planejamento.
FONTE: Da Redação com Ascom

Lixo acumula e catadores trabalham sem fiscalização em aterro de Olinda.

Resíduos deveriam ser tratados em aterro sanitário, mas ficam amontoados.
Famílias construíram barracos no local e moram há anos em meio ao lixão.

O  Aterro de Aguazinha, antigo Lixão de Olinda, deveria funcionar como um espaço de transição desde 2011. Era para ser um local onde o lixo ficaria reunido por um tempo determinado, até ser levado para o tratamento em um aterro sanitário de Igarassu, no Grande Recife, como manda a lei. De frente, ele parece organizado, mas é só dar uma volta para ver que não é bem assim. Sem nenhuma proteção, o lixo é jogado no limite entre o terreno do aterro e a rua. O esgoto escorre em meio à sujeira. Não há ninguém controlando a entrada das pessoas. E, mesmo sem autorização, muitos catadores de lixo trabalham lá. Parte dos 17 hectares do aterro também funciona como caminho para os moradores da região, que entram e saem sem nenhum problema. No trajeto pra casa, elas garimpam o lixo em busca de algo que possa ser aproveitado. Onde há montes de lixo, os catadores aproveitam. De acordo com a Prefeitura de Olinda, 17 famílias adaptaram suas casas em meio à sujeira.
Mulher e criança passam normalmente dentro do Aterro de Aguazinha, em Olinda (Foto: Reprodução/TV Globo)Mulher e criança passam normalmente dentro do Aterro de Aguazinha, em Olinda (Foto: Reprodução/TV Globo)
As casas são improvisadas. Quem depende dos recicláveis para viver acumula o que pode no quintal: no meio do esgoto, embaixo de instalações clandestinas de energia elétrica e perto da criação de animais. Em uma dessas moradias, vive seu Genivaldo com a esposa e os nove filhos. "Para o senhor ver como é a situação. Vim de lá de Tabajara para aqui. Vivo de biscates [trabalho temporário] na rua, quando aparece. Quando não aparece eu ganho umas coisas nas casas dos meus clientes. Pego uma TV, som, umas coisas", explica o idoso.
O dinheiro do lixo é a renda mais certa, quando a família não consegue fazer os bicos. As crianças perderam os benefícios sociais do governo porque preferem ficar no lixão a ir pra escola.
Placa mostra proibição no Aterro de Aguazinha, em Olinda (Foto: Reprodução/TV Globo) 
Placa mostra proibição no Aterro de Aguazinha,
em Olinda (Foto: Reprodução/TV Globo)
Apesar de as placas na entrada do aterro deixarem claro que é proibida a presença de crianças e adolescentes, a reportagem encontrou muitos deles brincando no meio do lixo, dentro do aterro, perto da comunidade. A TV Globo entrevistou uma adolescente de 14 anos, que recolhe resíduos. Ela diz que estuda, sim, mas também trabalha catando objetos que encontra.
“Pego o dinheiro para comprar as coisas para mim, porque eu preciso. A gente cata plástico grosso, latinha para vender”, conta a jovem. "Dependendo do saco, se o saco for grande, a gente tira 80, 80 e poucos, 100 reais", detalha a adolescente. Ela mora dentro do Aterro de Aguazinha há cinco anos, com os pais e os dez irmãos. “Também teve a que morreu. Ela era novinha, morreu de fumaça, que o pessoal queimava lixo aqui dentro”, continua.
O espaço não é ideal para os catadores, que trabalham com quase nenhuma segurança sobre o monte de lixo, perto das máquinas que reviram os resíduos. A presença deles era pra ser proibida aqui, mas Genivaldo confessa que os funcionários do aterro recebem dinheiro para permitir o trabalho. "Todos eles pagam dez 'conto'. Para entrar no lixão, tem que pagar. Se não pagar, eles [os funcionários] tiram onda", diz o morador.
Aterro de Aguazinha, em Olinda (Foto: Reprodução/TV Globo)Catadores de lixo juntam o que podem de latinhas, papelões e materiais recicláveis no Aterro de Aguazinha, em Olinda (Foto: Reprodução/TV Globo)
Os catadores sabem que o trabalho é irregular. Sem ter outra chances de sustento, encaram o risco para sobreviver. Até comida eles encontram. Quando dá, levam para casa. “Esse é para tomar um cafezinho mais tarde”, diz um homem. Na mão, um pedaço de bolo encontrado nos montes de resíduos.
Edilene Cristóvão de Farias mora no lixão, mas diz que prefere trabalhar na rua para não ser expulsa pelos vigias. "Trabalho na rua, sou ajudante de pedreiro, limpo mato... Não é digno não, trabalhar aqui. Mas a gente precisa. Se não tem trabalho, vai fazer o quê?", desabafa, falando também pelos catadores que reviram o lixo no aterro.
Trabalhadores juntam materiais no Aterro de Aguazinha, em Olinda (Foto: Reprodução/TV Globo)Trabalhadores juntam materiais no Aterro de Aguazinha, em Olinda (Foto: Reprodução/TV Globo)
Respostas
O secretário de Serviços Públicos de Olinda, Manoel Sátiro, informou que a empresa que recebe o lixo em Igarassu suspendeu o funcionamento por alguns dias por falta de pagamento. "Estamos conversando. Na próxima semana, estaremos resolvendo o pagamento e vamos ter de volta o trabalho sendo realizado", disse, em entrevista ao NETV 1ª Edição desta sexta-feira (9). Veja o vídeo acima.
Manoel Sátiro também esclareceu que a Prefeitura possui seguranças no local, mas que vai solicitar reforço à Polícia Militar e à Guarda Municipal. "Em três anos, por duas vezes fizemos a contenção ao redor do aterro. Mas as pessoas vão de madrugada e quebram muro, fazem todo tipo de coisa, mesmo com segurança", alega. Ele garantiu que as providências estão sendo tomadas para a colocação de tubos de cimento e concreto para cobrir as partes quebradas do muro.
Sobre os catadores de lixo, Sátiro afirma que, quando o lixão se transformou em aterro, foi feito um curso para os trabalhadores. "Hoje temos uma associação. Normalmente, os catadores não frequentam essa área, mas estão frequentando no momento porque estão vendo a grande quantidade de lixo e tentando aproveitar para tirar o sustento", afirmou. As famílias devem ser realocadas. "Estamos com uma ação na justiça para que elas possam ser retiradas e colocadas em outro lugar.", continuou.
Com relação ao vigilante que cobra para que os catadores entrem no espaço, o secretário diz não saber. "Agora de manhã tive uma reunião com a equipe para tentar investigar. Sendo funcionário nosso, estará demitido a partir do momento que a gente comprovar esse tipo de atuação", concluiu.
Mulher recolhe materiais no lixão (Foto: Reprodução/TV Globo)Mulher recolhe materiais no Aterro de Aguazinha, em Olinda (Foto: Reprodução/TV Globo)
  Fonte: Departamento comunicação Uniciclar/O Globo.